A conversão de São José. (Semente Josefina. Jun/18)

1 Acolhida

2 Oração Inicial

 3 Tema do Mês

 A conversão de São José.

“José, filho de Davi, não temas receber contigo Maria, tua esposa, pois o que nela foi gerado é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1,20-21). Nestas palavras está contido o núcleo central da verdade bíblica sobre São José; é o momento da sua existência ao qual se referem em particular os Padres da Igreja. (São João Paulo II, Papa, Exortação Apostólica Redemptoris Custos, 2)

 Num primeiro momento pode causar estranheza falarmos da conversão de São José. Afinal, pensam alguns, por que São José precisaria converter-se se era um homem tão Santo?

Conversão, entretanto, significa mudança de direção. Mais precisamente, significa mudar o sentido de sua vida a partir de uma vocação, uma proposta de Deus, caso esta vocação assim o exija.

Neste sentido, a vida de José teve alguns momentos decisivos que exigiram dele uma resposta e ele sempre demonstrou uma disponibilidade completa em obedecer aos chamados do Senhor. Assim foi quando sentiu-se chamado à vida matrimonial e tornou-se esposo de Maria. Assim foi quando, mais tarde, atende prontamente o chamado e foge para o Egito para proteger Maria e Jesus. E quando retorna do Egito. Falaremos hoje da mais importe mudança ocorrida na vida de São José: o “núcleo central” da vida de São José, nas palavras do Papa São João Paulo II.

José já estava casado com Maria e eles se preparavam para a segunda fase do matrimônio, conforme o costume da época, que seria a celebração da segunda parte do matrimônio e o início da vida em comum em seu futuro lar. Mas enquanto se preparavam, Maria recebeu um convite que mudaria para sempre sua vida: ela foi chamada a ser a mãe de Jesus, e numa condição tão especial que maternidade e virgindade se complementariam. O sim de Maria mudou para sempre sua vida e em breve mudaria também a de José. Vejamos como o Papa João Paulo II explica se refere a esta situação, conforme Redemptoris Custos 3:

Depois do desponsório (casamento) com José, se verificou que Maria “tinha concebido por obra do Espírito Santo”, este fato corresponde a todo o conteúdo da Anunciação e, em particular, às últimas palavras pronunciadas por Maria: “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38).

Correspondendo ao desígnio claro de Deus, Maria, com o passar dos dias e das semanas, manifesta-se, diante das pessoas que contactava e diante de José, como estando “grávida”, como mulher que deve dar à luz e que traz em si o mistério da maternidade.

Nestas circunstâncias, “José, seu esposo, sendo justo e não querendo difamá-la, resolveu abandoná-la em segredo” (Mt 1,19). Ele não sabia como comportar-se perante a “surpreendente” maternidade de Maria. Buscava, certamente, uma resposta para essa interrogação inquietante; mas procurava, sobretudo, uma maneira honrosa de sair daquela situação difícil para ele. Enquanto “pensava nisto, apareceu-lhe, em sonho, o anjo do Senhor, que lhe disse: ‘José, filho de Davi, não temas receber contigo Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados’” (Mt 1, 20-21).

Existe uma estreita analogia entre a “Anunciação” do texto de São Mateus e a do texto de São Lucas. O mensageiro divino introduz José no mistério da maternidade de Maria. Aquela que, segundo a lei, é a sua “esposa”, permanecendo virgem, tornou-se mãe pela virtude do Espírito Santo. E quando o Filho que Maria traz no seio vier ao mundo há-de receber o nome de Jesus. Este nome era bem conhecido entre os Israelitas; e, por vezes, era por eles posto aos filhos. Neste caso, porém, trata-se de um Filho que – segundo a promessa divina – realizará plenamente o que este nome significa: Jesus – Yehosua, que quer dizer “Deus salva”.

O mensageiro dirige-se a José como “esposo de Maria”; dirige-se a quem, a seu tempo, deverá pôr tal nome ao Filho que vai nascer da Virgem de Nazaré, desposada com ele. Dirige-se a José, portanto, confiando-lhe os encargos de um pai terreno em relação ao Filho de Maria.

“Despertando do sono, José fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e recebeu a sua esposa” (Mt 1,24).

Ele recebeu-a com todo o mistério da sua maternidade; recebeu-a com o Filho que havia de vir ao mundo, por obra do Espírito Santo: demonstrou deste modo uma disponibilidade de vontade, semelhante à disponibilidade de Maria, em ordem àquilo que Deus lhe pedia por meio do seu mensageiro.

As palavras do Papa João Paulo II são esclarecedoras: José aceita prontamente, e com grande alegria, compartilhar com Maria a missão que Deus lhes havia confiado. A vida de José e de Maria muda completamente de sentido e, mesmo sem compreender completamente as implicações do sim, eles iniciam juntos um novo rumo: um novo sentido e um novo propósito em suas vidas.

Os Santos Esposos José e Maria ensinam com este sim, e com a vida matrimonial compartilhada a partir deste sim, que isto é o que deve ser com todos nós: a opção definitiva de alguns pelo matrimônio, como também para outros a opção pela vida religiosa ou o ministério ordenado, implica numa importante conversão: o eu dela, e o eu dele, tornam-se o nós dos esposos e isso tem maravilhosas implicações. Trataremos disso em outras edições das Sementes Josefinas.

4 Reflexão e Partilha

Partilhar sobre as palavras do Evangelho e sobre a explicação do Papa João Paulo II: “José, filho de Davi, não temas receber contigo Maria, tua esposa, pois o que nela se gerou é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados’” “Despertando do sono, José fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e recebeu a sua esposa” (Mt 1,24). Ele recebeu-a com todo o mistério da sua maternidade; recebeu-a com o Filho que havia de vir ao mundo, por obra do Espírito Santo: demonstrou deste modo uma disponibilidade de vontade, semelhante à disponibilidade de Maria, em ordem àquilo que Deus lhe pedia por meio do seu mensageiro.

5 Compromisso do Mês

Exercitar-se na prática de valorizar a Palavra de Deus como preciosa e insubstituível fonte para entendermos a vontade de Deus para nossas vidas. É o Senhor que fala e à sua Palavra devemos pronta adesão, após sábio e justo discernimento.

6 Oração Final

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