1 Acolhida
2 Oração Inicial
3 Tema do Mês
José e Maria, exemplos no empenho pela santificação um do outro.
No decorrer da sua vida, que foi uma peregrinação na fé, José, como Maria, permaneceu fiel até ao fim ao chamamento de Deus. A vida de Maria foi o cumprimento até às últimas consequências daquele primeiro fiat (faça-se) pronunciado no momento da Anunciação; ao passo que José – como já foi dito – não proferiu palavra alguma, quando da sua “anunciação”: “fez como o anjo do Senhor lhe ordenara” (Mt 1,24). E este primeiro “fez” tornou-se o princípio da “caminhada de José”. Ao longo desta caminhada, os Evangelhos não registram palavra alguma que ele tenha dito. Mas esse silêncio de José tem uma especial eloquência: graças a tal atitude, pode captar-se perfeitamente a verdade contida no juízo que dele nos dá o Evangelho: o “justo” (Mt 1,19). (São João Paulo II, Papa, Exortação Apostólica Redemptoris Custos, 2)
Nas Sementes Josefinas anteriores vimos como José e Maria aceitaram mudar seus planos de vida para fazer a vontade de Deus. E fomo convidados à aprender com José e Maria a servir a Deus com fidelidade e no dia a dia:
“Queridos irmãos e irmãs, rogamos a São José e à Virgem Maria que nos ensinem a sermos fiéis a nossas tarefas diárias, a viver nossa fé nas ações do dia a dia e dar mais espaço ao Senhor em nossas vidas, a parar para contemplar Seu rosto”. (Papa Francisco. 01/05/2013)
O exemplo da Sagrada Família de Nazaré nos apontam, entre outros, duas importantes certezas que temos de ter para a construção de uma sociedade cada vez mais acolhedora e capaz de criar um ambiente adequado para que se faça a vontade de Deus: 1) a certeza de que todos somos chamados à santidade e a viver com autenticidade os valores evangélicos; e, 2) a certeza que é fundamental a adesão à uma vida em comunidade, em que uns apoiam os outros e tornam-se instrumentos de santificação mútua.
Ouçamos o que o Papa Francisco nos ensinou na Exortação Apostólica Alegrai-vos e Exultai:
Para ser santo, não é necessário ser bispo, sacerdote, religiosa ou religioso. Muitas vezes somos tentados a pensar que a santidade esteja reservada apenas àqueles que têm possibilidade de se afastar das ocupações comuns, para dedicar muito tempo à oração. Não é assim.
Todos somos chamados a ser santos, vivendo com amor e oferecendo o próprio testemunho nas ocupações de cada dia, onde cada um se encontra.
És uma consagrada ou um consagrado? Sê santo, vivendo com alegria a tua doação.
Estás casado? Sê santo, amando e cuidando do teu marido ou da tua esposa, como Cristo fez com a Igreja.
És um trabalhador? Sê santo, cumprindo com honestidade e competência o teu trabalho ao serviço dos irmãos.
És progenitor, avó ou avô? Sê santo, ensinando com paciência as crianças a seguirem Jesus.
Estás investido em autoridade? Sê santo, lutando pelo bem comum e renunciando aos teus interesses pessoais
A vida comunitária, na família, na paróquia, na comunidade religiosa ou em qualquer outra, compõe-se de tantos pequenos detalhes diários. Assim acontecia na comunidade santa formada por Jesus, Maria e José, onde se refletiu de forma paradigmática a beleza da comunhão trinitária. E o mesmo sucedia na vida comunitária que Jesus transcorreu com os seus discípulos e o povo simples. Lembremo-nos como Jesus convidava os seus discípulos a prestarem atenção aos detalhes:
o pequeno detalhe do vinho que estava a acabar numa festa;
o pequeno detalhe duma ovelha que faltava;
o pequeno detalhe da viúva que ofereceu as duas moedinhas que tinha;
o pequeno detalhe de ter azeite de reserva para as lâmpadas, caso o noivo se demore;
o pequeno detalhe de pedir aos discípulos que vissem quantos pães tinham;
o pequeno detalhe de ter a fogueira acesa e um peixe na grelha enquanto esperava os discípulos ao amanhecer.
A comunidade, que guarda os pequenos detalhes do amor e na qual os membros cuidam uns dos outros e formam um espaço aberto e evangelizador, é lugar da presença do Ressuscitado que a vai santificando segundo o projeto do Pai.
É muito difícil lutar contra a própria concupiscência e contra as ciladas e tentações do demônio e do mundo egoísta, se estivermos isolados. A sedução com que nos bombardeiam é tal que, se estivermos demasiado sozinhos, facilmente perdemos o sentido da realidade, a clareza interior, e sucumbimos.
A santificação é um caminho comunitário, que se deve fazer dois a dois. Reflexo disto temo-lo em algumas comunidades santas. Em várias ocasiões, a Igreja canonizou comunidades inteiras, que viveram heroicamente o Evangelho ou ofereceram a Deus a vida de todos os seus membros. Pensemos, por exemplo, nos sete Santos Fundadores da Ordem dos Servos de Maria, nas sete Beatas religiosas do primeiro mosteiro da Visitação de Madrid, em São Paulo Míki e companheiros mártires no Japão, em Santo André Taegon e companheiros mártires na Coreia, em São Roque González, Afonso Rodríguez e companheiros mártires na América do Sul. E recordemos também o testemunho recente dos monges trapistas de Tibhirine (Argélia), que se prepararam juntos para o martírio. De igual modo, há muitos casais santos, onde cada cônjuge foi um instrumento para a santificação do outro. Viver e trabalhar com outros é, sem dúvida, um caminho de crescimento espiritual.
Inspirados no exemplo dos Santos Esposos José e Maria, e apoiados pela sua amorosa presença entre nós, tenhamos a certeza de que “há muitos casais santos, onde cada cônjuge foi um instrumento para a santificação do outro” e, ainda, tenhamos a certeza de que “viver e trabalhar com outros é, sem dúvida, um caminho de crescimento espiritual”.
José e Maria nos indicam o caminho: o empenho pela santificação um do outro. E caminham conosco. Então, coragem: “uma alma bela como exemplar e, coragem, adiante em suas pegadas, a qualquer custo!”, como nos ensinou São José Marello.
4 Reflexão e Partilha
Partilhar sobre as palavras do Evangelho e sobre a explicação do Papa Francisco: “Para ser santo, não é necessário ser bispo, sacerdote, religiosa ou religioso. Muitas vezes somos tentados a pensar que a santidade esteja reservada apenas àqueles que têm possibilidade de se afastar das ocupações comuns, para dedicar muito tempo à oração. Não é assim. Todos somos chamados a ser santos, vivendo com amor e oferecendo o próprio testemunho nas ocupações de cada dia, onde cada um se encontra”.
5 Compromisso do Mês
Exercitar-se na prática de valorizar todas e cada uma das pessoas que compõe a sua comunidade de vida, praticando gestos concretos de caridade.
6 Oração Final
