Todos somos chamados ao seguimento de Jesus, cada um por seu caminho. (Semente Josefina. Agosto/2018)

1 Acolhida

2 Oração Inicial

3 Tema do Mês

Todos somos chamados ao seguimento de Jesus, cada um por seu caminho.

É para mim uma alegria cumprir este dever pastoral, no intuito de que cresça em todos a devoção ao Patrono da Igreja universal e o amor ao Redentor, que ele serviu de maneira exemplar. Desta forma, todo o povo cristão não só recorrerá a São José com maior fervor e invocará confiadamente o seu patrocínio, mas também terá sempre diante dos olhos o seu modo humilde e amadurecido de servir e de “participar” na economia da salvação”. (São João Paulo II, Papa, Exortação Apostólica Redemptoris Custos, 1)

Muitas vezes ao longo de nossa caminhada cristã refletimos sobre as vocações, de um modo geral, e sobre a vocação específica de cada cristão, de cada ser humano. E é natural que nesta reflexão venha-nos à mente primeiramente os exemplos dos grandes vocacionados e refletimos sobre como cada um deles, cada uma delas, disse o seu sim, e colocou-se à caminho da realização da vontade de Deus: os Profetas, os Apóstolos, José, Maria, os Mártires, os santos canonizados. E rapidamente entendemos que a eles e elas se aplicam a Palavra expressa por Jeremias: “Antes de te haver formado no ventre materno, Eu já te conhecia; antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei”. (Jer 1, 5).

Após o amadurecimento na fé, proposto e despertado pelo Concílio Vaticano II, começamos a entender que a vocação à santidade, à realização plena da vontade de Deus, não se tratava de um privilégio, nem de uma obrigação, destinado a poucos, mas dirigia-se a todos. Mais recentemente, com a Exortação Apostólica Alegrai-vos e Exultai relembramos, com as palavras do Papa Francisco, que a todo ser humano se aplica a Palavra expressa por Jeremias. Ouçamos o Papa:

O que quero recordar com esta Exortação é sobretudo a chamada à santidade que o Senhor faz a cada um de nós, a chamada que dirige também a ti: «sede santos, porque Eu sou santo» (Lv 11, 45; cf. 1 Ped 1, 16). O Concílio Vaticano II salientou vigorosamente: «munidos de tantos e tão grandes meios de salvação, todos os fiéis, seja qual for a sua condição ou estado, são chamados pelo Senhor à perfeição do Pai, cada um por seu caminho».

«Cada um por seu caminho», diz o Concílio. Por isso, uma pessoa não deve desanimar, quando contempla modelos de santidade que lhe parecem inatingíveis. Há testemunhos que são úteis para nos estimular e motivar, mas não para procurarmos copiá-los, porque isso poderia até afastar-nos do caminho, único e específico, que o Senhor predispôs para nós. Importante é que cada crente discirna o seu próprio caminho e traga à luz o melhor de si mesmo, quanto Deus colocou nele de muito pessoal (cf. 1 Cor 12, 7), e não se esgote procurando imitar algo que não foi pensado para ele. Todos estamos chamados a ser testemunhas, mas há muitas formas existenciais de testemunho. De fato, quando o grande místico São João da Cruz escrevera o seu Cântico Espiritual, preferia evitar regras fixas para todos, explicando que os seus versos estavam escritos para que cada um os aproveitasse «a seu modo». Pois a vida divina comunica-se «a uns duma maneira e a outros doutra».

A propósito de tais formas distintas, quero assinalar que também o «génio feminino» se manifesta em estilos femininos de santidade, indispensáveis para refletir a santidade de Deus neste mundo. E precisamente em períodos nos quais as mulheres estiveram mais excluídas, o Espírito Santo suscitou santas, cujo fascínio provocou novos dinamismos espirituais e reformas importantes na Igreja. Podemos citar Santa Hildegarda de Bingen, Santa Brígida, Santa Catarina de Sena, Santa Teresa de Ávila ou Santa Teresa de Lisieux; mas interessa-me sobretudo lembrar tantas mulheres desconhecidas ou esquecidas que sustentaram e transformaram, cada uma a seu modo, famílias e comunidades com a força do seu testemunho.

Isto deveria entusiasmar e animar cada um a dar o melhor de si mesmo para crescer rumo àquele projeto, único e irrepetível, que Deus quis, desde toda a eternidade, para ele: «antes de te haver formado no ventre materno, Eu já te conhecia; antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei» (Jer 1, 5).

É oportuno lembrar que, ao mesmo tempo que o Papa Francisco relembra que todos somos chamados à santidade, ele também nos relembra que isso deve ocorrer “cada um por seu caminho”. E ao interpretarmos esta exortação percebemos que a mesma tem uma dimensão pessoal e uma dimensão comunitária: a cada pessoa Deus propõe um caminho: um projeto único e irrepetível; a cada Família Religiosa Deus propõe um carisma: um projeto único e irrepetível.

Refletindo sobre esta dimensão comunitária, percebemos que a cada um dos Fundadores, cada uma das Fundadoras, das Congregações e Institutos, por exemplo, Deus concedeu um chamado, um projeto, um modo de expressar e viver o mesmo seguimento de Cristo, “cada um por seu caminho”. Deus seja louvado por tamanha riqueza concedida à sua Igreja.

Deus seja louvado, também, porque ao mesmo tempo que chama cada Família religiosa, cada Diocese, cada Instituto, a seguirem por seu próprio caminho, chama também a todos a compreenderem que algumas características deste seguimento devem ser compartilhadas por todos, tais como a centralidade em Cristo, a Palavra, o Magistério, a unidade litúrgica e a devoção à José e à Maria, apenas para citar alguns exemplos mais conhecidos.

São João Paulo II, na Exortação Apostólica Redemptoris Custos, em seu item 1, já manifestava o desejo de que São José fosse conhecido, amado, invocado e imitado em suas virtudes: por todos.

É para mim uma alegria cumprir este dever pastoral, no intuito de que cresça em todos a devoção ao Patrono da Igreja universal e o amor ao Redentor, que ele serviu de maneira exemplar. Desta forma, todo o povo cristão não só recorrerá a São José com maior fervor e invocará confiadamente o seu patrocínio, mas também terá sempre diante dos olhos o seu modo humilde e amadurecido de servir e de “participar” na economia da salvação. Tenho para mim, efetivamente, que o fato de se considerar novamente a participação do Esposo de Maria no mistério divino permitirá à Igreja, na sua caminhada para o futuro juntamente com toda a humanidade, reencontrar continuamente a própria identidade, no âmbito deste desígnio redentor, que tem o seu fundamento no mistério da Encarnação.

Refletiremos sobre isso nas próximas edições das Sementes Josefinas.

4 Reflexão e Partilha

Partilhar sobre as palavras do Papa Francisco:

“Uma pessoa não deve desanimar, quando contempla modelos de santidade que lhe parecem inatingíveis. Há testemunhos que são úteis para nos estimular e motivar, mas não para procurarmos copiá-los, porque isso poderia até afastar-nos do caminho, único e específico, que o Senhor predispôs para nós. Importante é que cada crente discirna o seu próprio caminho e traga à luz o melhor de si mesmo, quanto Deus colocou nele de muito pessoal, e não se esgote procurando imitar algo que não foi pensado para ele.

E do Papa João Paulo II:

“É para mim uma alegria cumprir este dever pastoral, no intuito de que cresça em todos a devoção ao Patrono da Igreja universal e o amor ao Redentor, que ele serviu de maneira exemplar. Desta forma, todo o povo cristão não só recorrerá a São José com maior fervor e invocará confiadamente o seu patrocínio, mas também terá sempre diante dos olhos o seu modo humilde e amadurecido de servir e de “participar” na economia da salvação.

5 Compromisso do Mês

Rezar pela perseverança e santificação dos vocacionados e pela unidade das diversas Congregações e Institutos em prol do mesmo propósito comum: cuidar dos interesses de Jesus.

6 Oração Final

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