1 Acolhida
2 Oração Inicial
3 Tema do Mês
Todos somos chamados ao seguimento de Jesus, cada um por seu caminho.
“É para mim uma alegria cumprir este dever pastoral, no intuito de que cresça em todos a devoção ao Patrono da Igreja universal e o amor ao Redentor, que ele serviu de maneira exemplar. Desta forma, todo o povo cristão não só recorrerá a São José com maior fervor e invocará confiadamente o seu patrocínio, mas também terá sempre diante dos olhos o seu modo humilde e amadurecido de servir e de “participar” na economia da salvação”. (São João Paulo II, Papa, Exortação Apostólica Redemptoris Custos, 1)
Muitas vezes ao longo de nossa caminhada cristã refletimos sobre as vocações, de um modo geral, e sobre a vocação específica de cada cristão, de cada ser humano. E é natural que nesta reflexão venha-nos à mente primeiramente os exemplos dos grandes vocacionados e refletimos sobre como cada um deles, cada uma delas, disse o seu sim, e colocou-se à caminho da realização da vontade de Deus: os Profetas, os Apóstolos, José, Maria, os Mártires, os santos canonizados. E rapidamente entendemos que a eles e elas se aplicam a Palavra expressa por Jeremias: “Antes de te haver formado no ventre materno, Eu já te conhecia; antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei”. (Jer 1, 5).
Após o amadurecimento na fé, proposto e despertado pelo Concílio Vaticano II, começamos a entender que a vocação à santidade, à realização plena da vontade de Deus, não se tratava de um privilégio, nem de uma obrigação, destinado a poucos, mas dirigia-se a todos. Mais recentemente, com a Exortação Apostólica Alegrai-vos e Exultai relembramos, com as palavras do Papa Francisco, que a todo ser humano se aplica a Palavra expressa por Jeremias. Ouçamos o Papa:
O que quero recordar com esta Exortação é sobretudo a chamada à santidade que o Senhor faz a cada um de nós, a chamada que dirige também a ti: «sede santos, porque Eu sou santo» (Lv 11, 45; cf. 1 Ped 1, 16). O Concílio Vaticano II salientou vigorosamente: «munidos de tantos e tão grandes meios de salvação, todos os fiéis, seja qual for a sua condição ou estado, são chamados pelo Senhor à perfeição do Pai, cada um por seu caminho».
«Cada um por seu caminho», diz o Concílio. Por isso, uma pessoa não deve desanimar, quando contempla modelos de santidade que lhe parecem inatingíveis. Há testemunhos que são úteis para nos estimular e motivar, mas não para procurarmos copiá-los, porque isso poderia até afastar-nos do caminho, único e específico, que o Senhor predispôs para nós. Importante é que cada crente discirna o seu próprio caminho e traga à luz o melhor de si mesmo, quanto Deus colocou nele de muito pessoal (cf. 1 Cor 12, 7), e não se esgote procurando imitar algo que não foi pensado para ele. Todos estamos chamados a ser testemunhas, mas há muitas formas existenciais de testemunho. De fato, quando o grande místico São João da Cruz escrevera o seu Cântico Espiritual, preferia evitar regras fixas para todos, explicando que os seus versos estavam escritos para que cada um os aproveitasse «a seu modo». Pois a vida divina comunica-se «a uns duma maneira e a outros doutra».
A propósito de tais formas distintas, quero assinalar que também o «génio feminino» se manifesta em estilos femininos de santidade, indispensáveis para refletir a santidade de Deus neste mundo. E precisamente em períodos nos quais as mulheres estiveram mais excluídas, o Espírito Santo suscitou santas, cujo fascínio provocou novos dinamismos espirituais e reformas importantes na Igreja. Podemos citar Santa Hildegarda de Bingen, Santa Brígida, Santa Catarina de Sena, Santa Teresa de Ávila ou Santa Teresa de Lisieux; mas interessa-me sobretudo lembrar tantas mulheres desconhecidas ou esquecidas que sustentaram e transformaram, cada uma a seu modo, famílias e comunidades com a força do seu testemunho.
Isto deveria entusiasmar e animar cada um a dar o melhor de si mesmo para crescer rumo àquele projeto, único e irrepetível, que Deus quis, desde toda a eternidade, para ele: «antes de te haver formado no ventre materno, Eu já te conhecia; antes que saísses do seio de tua mãe, Eu te consagrei» (Jer 1, 5).
É oportuno lembrar que, ao mesmo tempo que o Papa Francisco relembra que todos somos chamados à santidade, ele também nos relembra que isso deve ocorrer “cada um por seu caminho”. E ao interpretarmos esta exortação percebemos que a mesma tem uma dimensão pessoal e uma dimensão comunitária: a cada pessoa Deus propõe um caminho: um projeto único e irrepetível; a cada Família Religiosa Deus propõe um carisma: um projeto único e irrepetível.
Refletindo sobre esta dimensão comunitária, percebemos que a cada um dos Fundadores, cada uma das Fundadoras, das Congregações e Institutos, por exemplo, Deus concedeu um chamado, um projeto, um modo de expressar e viver o mesmo seguimento de Cristo, “cada um por seu caminho”. Deus seja louvado por tamanha riqueza concedida à sua Igreja.
Deus seja louvado, também, porque ao mesmo tempo que chama cada Família religiosa, cada Diocese, cada Instituto, a seguirem por seu próprio caminho, chama também a todos a compreenderem que algumas características deste seguimento devem ser compartilhadas por todos, tais como a centralidade em Cristo, a Palavra, o Magistério, a unidade litúrgica e a devoção à José e à Maria, apenas para citar alguns exemplos mais conhecidos.
São João Paulo II, na Exortação Apostólica Redemptoris Custos, em seu item 1, já manifestava o desejo de que São José fosse conhecido, amado, invocado e imitado em suas virtudes: por todos.
É para mim uma alegria cumprir este dever pastoral, no intuito de que cresça em todos a devoção ao Patrono da Igreja universal e o amor ao Redentor, que ele serviu de maneira exemplar. Desta forma, todo o povo cristão não só recorrerá a São José com maior fervor e invocará confiadamente o seu patrocínio, mas também terá sempre diante dos olhos o seu modo humilde e amadurecido de servir e de “participar” na economia da salvação. Tenho para mim, efetivamente, que o fato de se considerar novamente a participação do Esposo de Maria no mistério divino permitirá à Igreja, na sua caminhada para o futuro juntamente com toda a humanidade, reencontrar continuamente a própria identidade, no âmbito deste desígnio redentor, que tem o seu fundamento no mistério da Encarnação.
Refletiremos sobre isso nas próximas edições das Sementes Josefinas.
4 Reflexão e Partilha
Partilhar sobre as palavras do Papa Francisco:
“Uma pessoa não deve desanimar, quando contempla modelos de santidade que lhe parecem inatingíveis. Há testemunhos que são úteis para nos estimular e motivar, mas não para procurarmos copiá-los, porque isso poderia até afastar-nos do caminho, único e específico, que o Senhor predispôs para nós. Importante é que cada crente discirna o seu próprio caminho e traga à luz o melhor de si mesmo, quanto Deus colocou nele de muito pessoal, e não se esgote procurando imitar algo que não foi pensado para ele.
E do Papa João Paulo II:
“É para mim uma alegria cumprir este dever pastoral, no intuito de que cresça em todos a devoção ao Patrono da Igreja universal e o amor ao Redentor, que ele serviu de maneira exemplar. Desta forma, todo o povo cristão não só recorrerá a São José com maior fervor e invocará confiadamente o seu patrocínio, mas também terá sempre diante dos olhos o seu modo humilde e amadurecido de servir e de “participar” na economia da salvação.
5 Compromisso do Mês
Rezar pela perseverança e santificação dos vocacionados e pela unidade das diversas Congregações e Institutos em prol do mesmo propósito comum: cuidar dos interesses de Jesus.
6 Oração Final
