1 Acolhida
2 Oração Inicial
3 Tema do Mês
Manter o coração puro, sob o olhar de São José.
“O crescimento de Jesus “em sabedoria, em estatura e em graça” (Lc 2,52), deu-se no âmbito da Sagrada Família, sob o olhar de São José, que tinha a alta função de o “criar”; ou seja, de alimentar, vestir e instruir Jesus na Lei e num ofício, em conformidade com os deveres estabelecidos para o pai”
(Papa João Paulo II – Redemptoris Custos 16)
Nesta Semente Josefina continuamos refletindo sobre as Bem-aventuranças com o Papa Francisco, e veremos que na Exortação Apostólica Alegrai-vos e Exultai, nos itens de 83 a 86, o Papa nos exorta a “manter o coração limpo de tudo o que mancha o amor” e nos ensina que apenas os puros de coração terão a graça da intimidade, face a face, com Deus. Vejamos:
«Felizes os puros de coração, porque verão a Deus»
- Esta bem-aventurança diz respeito a quem tem um coração simples, puro, sem imundície, pois um coração que sabe amar não deixa entrar na sua vida algo que atente contra esse amor, algo que o enfraqueça ou coloque em risco. Na Bíblia, o coração significa as nossas verdadeiras intenções, o que realmente buscamos e desejamos, para além do que aparentamos: «O homem vê as aparências, mas o Senhor olha o coração» (1 Sam 16, 7). Ele procura falar-nos ao coração (cf. Os 2, 16) e nele deseja gravar a sua Lei (cf. Jer 31, 33). Em última análise, quer dar-nos um coração novo (cf. Ez 36, 26).
- «Vela com todo o cuidado sobre o teu coração» (Prv 4, 23). Nada de manchado pela falsidade tem valor real para o Senhor. Ele «foge da duplicidade, afasta-Se dos pensamentos insensatos» (Sab 1, 5). O Pai, que «vê no oculto» (Mt 6, 6), reconhece o que não é limpo, ou seja, o que não é sincero, mas só casca e aparência; e de igual modo também o Filho sabe o que há em cada ser humano (cf. Jo 2, 25).
- É verdade que não há amor sem obras de amor, mas esta bem-aventurança lembra-nos que o Senhor espera uma dedicação ao irmão que brote do coração, pois «ainda que eu distribua todos os meus bens e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, de nada me vale» (1 Cor 13, 3). Também vemos, no Evangelho de Mateus, que é «o que provém do coração (…) que torna o homem impuro» (15, 18), porque de lá procedem os homicídios, os roubos, os falsos testemunhos (cf. 15, 19). Nas intenções do coração, têm origem os desejos e as decisões mais profundas que efetivamente nos movem.
- Quando o coração ama a Deus e ao próximo (cf. Mt 22, 36-40), quando isto é a sua verdadeira intenção e não palavras vazias, então esse coração é puro e pode ver a Deus. São Paulo lembra, em pleno hino da caridade, que «vemos como num espelho, de maneira confusa» (1 Cor 13, 12), mas, à medida que reinar verdadeiramente o amor, tornar-nos-emos capazes de ver «face a face» (1 Cor 13, 12). Jesus promete que as pessoas de coração puro «verão a Deus».
Manter o coração limpo de tudo o que mancha o amor: isto é santidade.
Quando ouvimos o Papa Francisco nos relembrando que Jesus prometeu que as pessoas de coração puro «verão a Deus» vêm-nos à mente os pensamentos de que São José experimentou isso plenamente em sua vida e pode ver Deus «face a face». O Papa São João Paulo II cita como exemplo desta intimidade de São José com Jesus, face a face, o modo como São José exercia seu trabalho, na companhia de Jesus.
Também quanto ao trabalho de carpinteiro na casa de Nazaré se estende o mesmo clima de silêncio, que acompanha tudo aquilo que se refere à figura de José. Trata-se, contudo, de um silêncio que desvenda de maneira especial o perfil interior desta figura. Os Evangelhos falam exclusivamente daquilo que José “fez”; no entanto, permitem-nos auscultar nas suas “ações”, envolvidas pelo silêncio, um clima de profunda contemplação. José estava quotidianamente em contato com o mistério“ escondido desde todos os séculos”, que “estabeleceu a sua morada” sob o teto da sua casa.
“O crescimento de Jesus “em sabedoria, em estatura e em graça” (Lc 2,52), deu-se no âmbito da Sagrada Família, sob o olhar de São José, que tinha a alta função de o “criar”; ou seja, de alimentar, vestir e instruir Jesus na Lei e num ofício, em conformidade com os deveres estabelecidos para o pai” (São João Paulo II, Papa).
Em diversas ocasiões os santos nos ensinaram que São José não viu Jesus, face a face, apenas no sentido físico, mas porque acreditou na Palavra e aprender a ver além das aparências e reconhecer no Menino Jesus, no Adolescente Jesus e no Jovem Jesus, a presença de Deus entre nós. Um Deus vivo e verdadeiro, e que quer conviver conosco, ser nosso amigo e estar em nosso meio. Vejamos o exemplo do ensinamento de São José Marello.
Imensas são as vantagens que se tiram da união com Deus no santo recolhimento. Vejam a Jesus, Maria e José, os três maiores personagens que viveram nesta terra. Que faziam eles em Nazaré? Nada de grande e extraordinário aparentemente; não se dedicavam senão a ocupações humildes e ordinárias, próprias de uma família de trabalhadores. Mas estando eles animados pelo espírito de oração e de união com Deus todas as suas ações assumiam um valor e esplendor imenso aos olhos do céu. Não se trata, pois, de fazer ações extraordinárias, senão de fazer em cada coisa a vontade de Deus. Sejam pequenos ou grandes os trabalhos que nos tenham sido designados, basta que os façamos por obediência à vontade de Deus e conseguiremos neles grandes méritos. (São José Marello)
O Papa Francisco atualiza este tipo de ensinamento ensinando que quem ama verdadeiramente torna-se capaz de ver a Deus «face a face».
“Quando o coração ama a Deus e ao próximo, quando isto é a sua verdadeira intenção e não palavras vazias, então esse coração é puro e pode ver a Deus. São Paulo lembra, em pleno hino da caridade, que «vemos como num espelho, de maneira confusa», mas, à medida que reinar verdadeiramente o amor, tornar-nos-emos capazes de ver «face a face». Jesus promete que as pessoas de coração puro «verão a Deus»”.
Felizes aqueles que, sob olhar de São José e seguindo seu exemplo, educaram seu coração para amar a Deus e ao próximo com verdadeira intenção e não com palavras vazias, porque poderão ver a Deus.
Felizes aqueles que, sob olhar de São José e seguindo seu exemplo, aprendem a manter o coração limpo de tudo o que mancha o amor, porque verão a Deus.
4 Reflexão e Partilha
Partilhar sobre as palavras do Papa Francisco: “Quando o coração ama a Deus e ao próximo, quando isto é a sua verdadeira intenção e não palavras vazias, então esse coração é puro e pode ver a Deus. São Paulo lembra, em pleno hino da caridade, que «vemos como num espelho, de maneira confusa», mas, à medida que reinar verdadeiramente o amor, tornar-nos-emos capazes de ver «face a face». Jesus promete que as pessoas de coração puro «verão a Deus»”.
5 Compromisso do Mês
Praticar união com Deus no santo recolhimento exercitando-se em agir, mesmo e sobretudo nas ocupações humildes e ordinárias, animados pelo espírito de oração e de união com Deus.
6 Oração Final
