1 Acolhida
2 Oração Inicial
3 Tema do Mês
São José, exemplo da grandiosidade de uma vida simples e laboriosa.
“São José proteja os trabalhadores de todo o mundo, para que contribuam com as suas várias profissões para o progresso de toda a humanidade, e ajude cada cristão a realizar com confiança e com amor a vontade de Deus, cooperando assim para o cumprimento da obra da salvação.” [1] (Papa Bento XVI)
O Papa Bento XVI nos ensina que “o exemplo de São José é para todos nós um forte convite a desempenhar com fidelidade, simplicidade e humildade a tarefa que a Providência nos destinou”[2]. E nos relembra a importância de “apreciar a beleza de uma vida simples e laboriosa, cultivando com solicitude o relacionamento conjugal e cumprindo com entusiasmo a grande e difícil missão educativa”[3]. Vejamos:
Queridos irmãos e irmãs! Celebra-se hoje, 19 de Março, a solenidade de São José, mas coincidindo com o terceiro Domingo de Quaresma, a sua celebração litúrgica foi adiada para amanhã. Contudo, o contexto mariano do Angelus convida a deter-se hoje em veneração sobre a figura do esposo da Bem-Aventurada Virgem Maria e Padroeiro da Igreja universal. Apraz-me recordar que era muito devoto de São José também o amado Papa João Paulo II, o qual lhe dedicou a Exortação apostólica Redemptoris Custos Guarda do Redentor e certamente experimentou a sua assistência na hora da morte.
A figura deste grande Santo, mesmo sendo bastante escondida, reveste na história da salvação uma importância fundamental. Antes de tudo, pertencendo ele à tribo de Judá, ligou Jesus à descendência davídica, de forma que, realizando as promessas sobre o Messias, o Filho da Virgem Maria se pôde tornar verdadeiramente “filho de David”. O Evangelho de Mateus, de modo particular, ressalta as profecias messiânicas que encontraram cumprimento mediante o papel de José: o nascimento de Jesus em Belém (2, 1-6); a sua passagem através do Egito, onde a Sagrada Família se tinha refugiado (2, 13-15); a alcunha “Nazareno” (2, 22-23). Em tudo isto ele demonstrou-se, ao mesmo nível da esposa Maria, herdeiro autêntico da fé de Abraão: fé no Deus que guia os acontecimentos da história segundo o seu misterioso desígnio salvífico. A sua grandeza, ao mesmo nível da de Maria, sobressai ainda mais porque a sua missão se desempenhou na humildade e no escondimento da casa de Nazaré. De resto, o próprio Deus, na Pessoa do seu Filho encarnado, escolheu este caminho e este estilo a humildade e o escondimento na sua existência terrena.
O exemplo de São José é para todos nós um forte convite a desempenhar com fidelidade, simplicidade e humildade a tarefa que a Providência nos destinou. Penso antes de tudo, nos pais e nas mães de família, e rezo para que saibam sempre apreciar a beleza de uma vida simples e laboriosa, cultivando com solicitude o relacionamento conjugal e cumprindo com entusiasmo a grande e difícil missão educativa. Aos sacerdotes, que exercem a paternidade em relação às comunidades eclesiais, São José obtenha que amem a Igreja com afeto e dedicação total, e ampare as pessoas consagradas na sua jubilosa e fiel observância dos conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência. Proteja os trabalhadores de todo o mundo, para que contribuam com as suas várias profissões para o progresso de toda a humanidade, e ajude cada cristão a realizar com confiança e com amor a vontade de Deus, cooperando assim para o cumprimento da obra da salvação.[4] (Papa Bento XVI)
São José Marello também nos ensina o valor das atividades simples do dia a dia e que, aos olhos do mundo não têm grande valor, mas que são muito valorizadas por Deus se realizadas com as devidas disposições interiores: “Tomemos por exemplo o glorioso São José: ele também tinha que dedicar-se a ocupações externas para alimentar à Sagrada Família, e portanto, podia rezar pouco, e aos olhos do mundo não desempenhava nenhum papel: mas, quanto valor tinham para o Senhor as belíssimas jornadas de São José!” [5] (São José Marello). O Centro de Espiritualidade Josefino-Marelliana, na Semente de Espiritualidade Josefina de janeiro de 2014, explica a importância de se realizar as atividades cotidianas com as devidas disposições interiores, as quais tornam estas atividades “preciosas” aos olhos de Deus, e cita São José como exemplo:
Tinham grande valor, aos olhos do Senhor, as jornadas de São José! As “jornadas de São José” é uma expressão que sintetiza todas as atividades simples que aos olhos do mundo têm pouco ou nenhum valor, justamente por serem tão simples e comuns. Muitas vezes, ao longo de sua vida em Nazaré, ao lado de Jesus e Maria, José exerceu atividades cotidianas, comuns a tantas outras famílias de seu tempo.
Algumas destas atividades eram decorrentes do trabalho: preparar as ferramentas; comprar materiais; receber clientes; acertar preços; planejar o produto e o serviço; limpar o local de trabalho; interromper o trabalho para o almoço e recomeçar mais tarde; intercalar trabalho e breves orações; esculpir; cortar; transportar; entregar; e tantas outras, aparentemente sem valor expressivo.
Outras eram decorrentes da vida familiar: deitar-se; dormir; levantar-se; cozinhar; almoçar; jantar; vestir e desvestir o filho pequeno; dar banho no filho; ajudar o filho nos primeiros passos; nas primeiras letras; e tantas outras, aparentemente sem valor expressivo.
Ao executar estas atividades, “aparentemente sem valor expressivo”, São José foi muitas e muitas vezes visto por seus contemporâneos, indo e vindo. Ora acompanhado por Jesus, ora por Maria, ora por ambos. Muitas vezes sozinho. Indo e vindo pelos caminhos da humilde Nazaré; ou peregrinando a Jerusalém; ou visitando amigos e parentes; ou a trabalho.
Aos olhos dos desatentos as jornadas de São José não passavam de idas e vindas de um homem simples e dedicado à sua família e seu trabalho. Ao olharem para estas atividades externas, não percebiam a grandeza de sua vida interior, tão bem descrita pelo Papa João Paulo II na Exortação Apostólica Redemptoris Custos.[6] Aos olhos de Deus, porém, como eram preciosas as belíssimas jornadas de São José. (Centro de Espiritualidade Josefino-Marelliana)
4 Reflexão e Partilha
Partilhar sobre as palavras de São José Marello: “O exemplo de São José é para todos nós um forte convite a desempenhar com fidelidade, simplicidade e humildade a tarefa que a Providência nos destinou. Penso antes de tudo, nos pais e nas mães de família, e rezo para que saibam sempre apreciar a beleza de uma vida simples e laboriosa.”[7].
5 Compromisso do Mês
Santificar as atividades cotidianas exercendo-as em espírito de união com Deus.
6 Oração Final
[1] Papa Bento XVI. ANGELUS. III Domingo de Quaresma, 19 de Março de 2006. Solenidade de São José
[2] Idem.
[3] Idem.
[4] Idem
[5] São José Marello. Bispo e Fundador da Congregação dos Oblatos e das Oblatas de São José.
[6] Papa São João Paulo II. Exortação Apostólica Redemptoris Custos. Item 25: O Primado da Vida Interior.
[7] Papa Bento XVI. ANGELUS. III Domingo de Quaresma, 19 de Março de 2006. Solenidade de São José.
