1 Acolhida
2 Oração Inicial
3 Tema do Mês
São José, o guardião das vocações, vos acompanhe com coração de pai!
Como seria belo se a mesma atmosfera simples e radiosa, sóbria e esperançosa, permeasse os nossos seminários, os nossos institutos religiosos, as nossas residências paroquiais! É a alegria que vos desejo a vós, irmãos e irmãs que generosamente fizestes de Deus o sonho da vida, para O servir nos irmãos e irmãs que vos estão confiados, através duma fidelidade que em si mesma já é testemunho, numa época marcada por escolhas passageiras e emoções que desaparecem sem gerar a alegria. São José, guardião das vocações, vos acompanhe com coração de pai! (Papa Francisco).[1]
O Papa Francisco, na Solenidade de São José em 19/03/2021, em sua Mensagem para o 58º Dia Mundial de Oração Pelas Vocações[2] nos relembra que “a vida de São José sugere-nos três palavras-chave para a vocação de cada um”. Vejamos:
A primeira é sonho. Todos sonham realizar-se na vida. E é justo nutrir aspirações grandes, expectativas altas, que objetivos efémeros como o sucesso, a riqueza e a diversão não conseguem satisfazer. Realmente, se pedíssemos às pessoas para traduzirem numa só palavra o sonho da sua vida, não seria difícil imaginar a resposta: «amor».
Uma segunda palavra marca o itinerário de São José e da vocação: serviço. Dos Evangelhos, resulta como ele viveu em tudo para os outros e nunca para si mesmo.
Além da chamada de Deus – que realiza os nossos sonhos maiores – e da nossa resposta – que se concretiza no serviço pronto e no cuidado carinhoso –, há um terceiro aspeto que atravessa a vida de São José e a vocação cristã, cadenciando o seu dia a dia: a fidelidade. José é o «homem justo» (Mt 1, 19) que, no trabalho silencioso de cada dia, persevera na adesão a Deus e aos seus desígnios.
E ao finalizar sua mensagem o seu coração de Papa compartilha conosco um sonho: ele usa a expressão ´como seria belo se’. Vejamos:
Como seria belo se a mesma atmosfera simples e radiosa, sóbria e esperançosa, permeasse os nossos seminários, os nossos institutos religiosos, as nossas residências paroquiais! É a alegria que vos desejo a vós, irmãos e irmãs que generosamente fizestes de Deus o sonho da vida, para O servir nos irmãos e irmãs que vos estão confiados, através duma fidelidade que em si mesma já é testemunho, numa época marcada por escolhas passageiras e emoções que desaparecem sem gerar a alegria. São José, guardião das vocações, vos acompanhe com coração de pai! (Papa Francisco).[3]
Na mesma mensagem o Papa Francisco nos relembra que “Deus vê o coração e, em São José, reconheceu um coração de pai, capaz de dar e gerar vida no dia a dia”. E nos relembra ainda que o objetivo da “Carta Apostólica Patris corde” [4], é «aumentar o amor por este grande Santo». Vejamos:
Queridos irmãos e irmãs! No dia 8 de dezembro passado, teve início o Ano especial dedicado a São José, por ocasião do 150º aniversário da declaração dele como Padroeiro da Igreja universal (cf. Decreto da Penitenciaria Apostólica, 8 de dezembro de 2020). Da parte minha, escrevi a carta apostólica Patris corde, com o objetivo de «aumentar o amor por este grande Santo» (conclusão). Trata-se realmente duma figura extraordinária e, ao mesmo tempo, «tão próxima da condição humana de cada um de nós» (introdução). São José não sobressaía, não estava dotado de particulares carismas, não se apresentava especial aos olhos de quem se cruzava com ele. Não era famoso, nem se fazia notar: dele, os Evangelhos não transcrevem uma palavra sequer. Contudo, através da sua vida normal, realizou algo de extraordinário aos olhos de Deus.
Deus vê o coração (cf. 1 Sam 16, 7) e, em São José, reconheceu um coração de pai, capaz de dar e gerar vida no dia a dia. É isto mesmo que as vocações tendem a fazer: gerar e regenerar vidas todos os dias. O Senhor deseja moldar corações de pais, corações de mães: corações abertos, capazes de grandes ímpetos, generosos na doação, compassivos para consolar as angústias e firmes para fortalecer as esperanças. Disto mesmo têm necessidade o sacerdócio e a vida consagrada, particularmente nos dias de hoje, nestes tempos marcados por fragilidades e tribulações devidas também à pandemia que tem suscitado incertezas e medos sobre o futuro e o próprio sentido da vida. São José vem em nossa ajuda com a sua mansidão, como Santo ao pé da porta; simultaneamente pode, com o seu forte testemunho, guiar-nos no caminho.
Ao ouvirmos do Papa Francisco que o escrever a Carta Apostólica Patris corde tinha por objetivo de «aumentar o amor por este grande Santo»”, nos lembramos que este também era o objetivo do Papa São João Paulo II ao escrever a Redemptoris Custos[5]. Vejamos:
É para mim uma alegria cumprir este dever pastoral, no intuito de que cresça em todos a devoção ao Patrono da Igreja universal e o amor ao Redentor, que ele serviu de maneira exemplar. Desta forma, todo o povo cristão não só recorrerá a São José com maior fervor e invocará confiadamente o seu patrocínio, mas também terá sempre diante dos olhos o seu modo humilde e amadurecido de servir e de «participar» na economia da salvação. (João Paulo II)
Ao ouvirmos do Papa Francisco que “São José não sobressaía, não estava dotado de particulares carismas, não se apresentava especial aos olhos de quem se cruzava com ele”, lembramo-nos dos ensinamentos de São José Marello:
“Imensas são as vantagens que se tiram da união com Deus no santo recolhimento. Vejam a Jesus, Maria e José, os três maiores personagens que viveram nesta terra. Que faziam eles em Nazaré? Nada de grande e extraordinário aparentemente; não se dedicavam senão a ocupações humildes e ordinárias, próprias de uma família de trabalhadores. Mas estando eles animados pelo espírito de oração e de união com Deus todas as suas ações assumiam um valor e esplendor imenso aos olhos do céu. Não se trata, pois, de fazer ações extraordinárias, senão de fazer em cada coisa a vontade de Deus. Sejam pequenos ou grandes os trabalhos que nos tenham sido designados, basta que os façamos por obediência à vontade de Deus e conseguiremos neles grandes méritos” [6]. (São José Marello).
O Papa São João Paulo II nos ensina que São José é um insigne exemplo para todas as vocações, e trataremos disso em outras edições das Sementes de Espiritualidade Josefina. Vejamos:
Além da confiança na proteção segura de José, a Igreja tem confiança no seu exemplo insigne, um exemplo que transcende cada um dos estados de vida e se propõe a toda a comunidade cristã, sejam quais forem a condição e as tarefas de cada um dos fiéis.[7]
Que São José, o guardião das vocações, nos acompanhe com coração de pai, e nos ajude a servir ao Senhor com fidelidade e alegria; “É a alegria que vos desejo a vós, irmãos e irmãs que generosamente fizestes de Deus o sonho da vida, para O servir nos irmãos e irmãs que vos estão confiados, através duma fidelidade que em si mesma já é testemunho, numa época marcada por escolhas passageiras e emoções que desaparecem sem gerar a alegria. São José, guardião das vocações, vos acompanhe com coração de pai! (Papa Francisco).[8]
4 Reflexão e Partilha
Partilhar sobre as palavras do Papa Francisco e do Papa São João Paulo II apresentadas acima.
5 Compromisso do Mês
Oração pelas vocações leigas e de especial consagração para que todos possam descobrir em São José o pai e guardião do chamado e sustentáculo na fidelidade e generosidade.
6 Oração Final
[1] Mensagem do Papa Francisco para o 58º Dia Mundial de Oração Pelas Vocações. 19 de março de 2021.
[2] Idem.
[3] Idem.
[4] Papa Francisco. Carta Apostólica Patris corde. 08/12/2020.
[5] Papa São João Paulo II. Exortação Apostólica Redemptoris Custos. São José Guarda do Redentor. 15/08/19. Item 1.
[6] São José Marello. Bispo e Fundador.
[7] Papa São João Paulo II. Exortação Apostólica Redemptoris Custos. São José Guarda do Redentor. 15/08/19. Item 30.
[8] Mensagem do Papa Francisco para o 58º Dia Mundial de Oração Pelas Vocações. 19 de março de 2021.
