1 Acolhida
2 Oração Inicial
3 Tema do Mês
José, protetor dos irmãos de Jesus.
Este Menino é Aquele que dirá: «Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 40). Assim, todo o necessitado, pobre, atribulado, moribundo, forasteiro, recluso, doente são «o Menino» que José continua a guardar. Por isso mesmo, São José é invocado como protetor dos miseráveis, necessitados, exilados, aflitos, pobres, moribundos.[1] (Papa Franciso)
Na edição anterior Semente de Espiritualidade Josefina[2], vimos que José, mesmo em ambientes e condições de grande perigo, conseguiu desempenhar a missão que lhe foi confiada de ser o provedor, protetor e educador de Jesus, preparando-o assim para sua missão, e contando com a preciosa ajuda de Maria para isso. E, também, que José desempenhou tão bem esta missão que Deus lhe confiou uma outra: guardar e proteger a Igreja, como nos ensinou o Papa São João Paulo II. Relembremos:
“Chamado a proteger o Redentor, “José fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e recebeu a sua esposa” (Mt 1,24). Inspirando-se no Evangelho, os Padres da Igreja, desde os primeiros séculos, puseram em relevo que São José, assim como cuidou com amor de Maria e se dedicou com empenho jubiloso à educação de Jesus Cristo, assim também guarda e protege o seu Corpo místico, a Igreja, da qual a Virgem Santíssima é figura e modelo”.[3] (Papa São João Paulo II)
Vimos também que Deus, para proteger a vida de Jesus, não agia diretamente: “Deus confiava plenamente em São José e nas ações que empreenderia para salvar e proteger a vida do Menino Jesus e de Maria”. [4] José foi o protagonista que realizou com fidelidade o plano de Deus.
O Papa Francisco, na Carta Apostólica Patris Corde, nos ensina que também nós devemos assumir igual protagonismo: “devemos nos interrogar se estamos a proteger com todas as nossas forças Jesus e Maria, que misteriosamente estão confiados à nossa responsabilidade, ao nosso cuidado, à nossa guarda”. [5] Vejamos:
No fim de cada acontecimento que tem José como protagonista, o Evangelho observa que ele se levanta, toma consigo o Menino e sua mãe e faz o que Deus lhe ordenou (cf. Mt 1, 24; 2, 14.21). Com efeito, Jesus e Maria, sua mãe, são o tesouro mais precioso da nossa fé.
No plano da salvação, o Filho não pode ser separado da Mãe, d’Aquela que «avançou pelo caminho da fé, mantendo fielmente a união com seu Filho até à cruz».
Sempre nos devemos interrogar se estamos a proteger com todas as nossas forças Jesus e Maria, que misteriosamente estão confiados à nossa responsabilidade, ao nosso cuidado, à nossa guarda. O Filho do Todo-Poderoso vem ao mundo, assumindo uma condição de grande fragilidade. Necessita de José para ser defendido, protegido, cuidado e criado. Deus confia neste homem, e o mesmo faz Maria que encontra em José aquele que não só Lhe quer salvar a vida, mas sempre A sustentará a Ela e ao Menino. Neste sentido, São José não pode deixar de ser o Guardião da Igreja, porque a Igreja é o prolongamento do Corpo de Cristo na história e ao mesmo tempo, na maternidade da Igreja, espelha-se a maternidade de Maria. José, continuando a proteger a Igreja, continua a proteger o Menino e sua mãe; e também nós, amando a Igreja, continuamos a amar o Menino e sua mãe.
Este Menino é Aquele que dirá: «Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 40). Assim, todo o necessitado, pobre, atribulado, moribundo, forasteiro, recluso, doente são «o Menino» que José continua a guardar. Por isso mesmo, São José é invocado como protetor dos miseráveis, necessitados, exilados, aflitos, pobres, moribundos. E pela mesma razão a Igreja não pode deixar de amar em primeiro lugar os últimos, porque Jesus conferiu-lhes a preferência ao identificar-Se pessoalmente com eles. De José, devemos aprender o mesmo cuidado e responsabilidade: amar o Menino e sua mãe; amar os Sacramentos e a caridade; amar a Igreja e os pobres. Cada uma destas realidades é sempre o Menino e sua mãe. (Papa Franciso)[6]
O Papa Franciso nos lembra que “para nós, os pobres são uma oportunidade concreta de encontrar o próprio Cristo, de tocar a sua carne sofredora.”[7]. Vejamos:
Em segundo lugar, para viver esta Bem-aventurança todos necessitamos de conversão em relação aos pobres. Devemos cuidar deles, ser sensíveis às suas carências espirituais e materiais. A vós, jovens, confio de modo particular a tarefa de colocar a solidariedade no centro da cultura humana. Perante antigas e novas formas de pobreza – o desemprego, a emigração, muitas dependências dos mais variados tipos –, temos o dever de permanecer vigilantes e conscientes, vencendo a tentação da indiferença. Pensemos também naqueles que não se sentem amados, não olham com esperança o futuro, renunciam a comprometer-se na vida porque se sentem desanimados, desiludidos, temerosos. Devemos aprender a estar com os pobres. Não nos limitemos a pronunciar belas palavras sobre os pobres! Mas encontremo-los, fixemo-los olhos nos olhos, ouçamo-los. Para nós, os pobres são uma oportunidade concreta de encontrar o próprio Cristo, de tocar a sua carne sofredora.[8] (Papa Francisco)
Ensina-nos, São José, a amar o Menino e sua mãe, diretamente e na pessoa dos mais necessitados.
Ensina-nos, São José, a amar os Sacramentos e a caridade;
Ensina-nos, São José, a amar a Igreja e os pobres.
São José, nosso pai e protetor, rogai por nós.
4 Reflexão e Partilha
Partilhar sobre este ensinamento do Papa Francisco: Este Menino é Aquele que dirá: «Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 40). Assim, todo o necessitado, pobre, atribulado, moribundo, forasteiro, recluso, doente são «o Menino» que José continua a guardar. Por isso mesmo, São José é invocado como protetor dos miseráveis, necessitados, exilados, aflitos, pobres, moribundos.[9]
5 Compromisso do Mês
Recomendamos reler o item 5 da Carta Apostólica do Patris Corde meditando-o com esta ótica: «Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes».
6 Oração Final
[1] Papa Francisco. Carta Apostólica Patris Corde. Item 5: Pai com coragem criativa.
[2] Centro Internacional Josefino-Marelliano. Semente de Espiritualidade Josefina. Setembro de 2021.
[3] Papa São João Paulo II. Exortação Apostólica Redemptoris Custos. Item 1.
[4] Centro Internacional Josefino-Marelliano. Semente de Espiritualidade Josefina. Setembro de 2021.
[5] Papa Francisco. Carta Apostólica Patris Corde. Item 5: Pai com coragem criativa.
[6] Papa Francisco. Carta Apostólica Patris Corde. Item 5: Pai com coragem criativa.
[7] MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA A XXIX JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE. (Domingo de Ramos, 13 de Abril de 2014). Item 3. «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu» (Mt 5, 3)
[8] MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA A XXIX JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE. (Domingo de Ramos, 13 de Abril de 2014). Item 3. «Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu» (Mt 5, 3)
[9] Papa Francisco. Carta Apostólica Patris Corde. Item 5: Pai com coragem criativa.
