1 Acolhida
2 Oração Inicial
3 Tema do Mês
José, a mão estendida do Pai Celeste para o seu Filho na terra
“São José foi a mão estendida do Pai Celeste para o seu Filho na terra. Assim não pode deixar de ser modelo para todas as vocações, que a isto mesmo são chamadas: ser as mãos operosas do Pai em prol dos seus filhos e filhas”.[1] (Papa Francisco)
Continuamos o estudo das preciosas orientações do Papa Francisco para nos ajudar a responder a um importe questionamento: Deus nos chama a “construir uma grande família humana unida no amor”, mas como fazer isso na prática?
6) São José, a mão estendida do Pai Celeste para os seus filhos
Também na Mensagem para o 58º Dia Mundial de Oração pelas Vocação oPapa Francisco nos ensina São José que soube encarnar o sentido oblativo da vida. Ouçamos o Papa Francisco:
Uma segunda palavra marca o itinerário de São José e da vocação: serviço. Dos Evangelhos, resulta como ele viveu em tudo para os outros e nunca para si mesmo. O Povo santo de Deus chama-lhe castíssimo esposo, desvendando assim a sua capacidade de amar sem nada reservar para si próprio. Libertando o amor de qualquer posse, abriu-se realmente a um serviço ainda mais fecundo: o seu cuidado amoroso atravessou as gerações, a sua custódia solícita tornou-o patrono da Igreja. Ele que soube encarnar o sentido oblativo da vida, é também patrono da boa-morte. Contudo o seu serviço e os seus sacrifícios só foram possíveis, porque sustentados por um amor maior: «Toda a verdadeira vocação nasce do dom de si mesmo, que é a maturação do simples sacrifício. Mesmo no sacerdócio e na vida consagrada, requer-se este gênero de maturidade. Quando uma vocação matrimonial, celibatária ou virginal não chega à maturação do dom de si mesmo, detendo-se apenas na lógica do sacrifício, então, em vez de significar a beleza e a alegria do amor, corre o risco de exprimir infelicidade, tristeza e frustração» (Ibid., 7). [2] (Papa Francisco)
O serviço, expressão concreta do dom de si mesmo, não foi para São José apenas um alto ideal, mas tornou-se regra da vida diária. Empenhou-se para encontrar e adaptar um alojamento onde Jesus pudesse nascer; prodigalizou-se para O defender da fúria de Herodes, apressando-se a organizar a viagem para o Egito; voltou rapidamente a Jerusalém à procura de Jesus que tinham perdido; sustentou a família trabalhando, mesmo em terra estrangeira. Em resumo, adaptou-se às várias circunstâncias com a atitude de quem não desanima se a vida não lhe corre como queria: com a disponibilidade de quem vive para servir. Com este espírito, José empreendeu as viagens numerosas e muitas vezes imprevistas da vida: de Nazaré a Belém para o recenseamento, em seguida para Egito, depois para Nazaré e, anualmente, a Jerusalém, sempre pronto a enfrentar novas circunstâncias, sem se lamentar do que sucedia, mas disponível para dar uma mão a fim de reajustar as situações. Pode-se dizer que foi a mão estendida do Pai Celeste para o seu Filho na terra. Assim não pode deixar de ser modelo para todas as vocações, que a isto mesmo são chamadas: ser as mãos operosas do Pai em prol dos seus filhos e filhas. [3] (Papa Francisco)
Roguemos a São José que nos ajude a entender que, como ele e contando com sua paterna proteção em nossas vidas:
- Podemos e devemos viver como ele viveu dedicando-se mais aos outros que a si mesmo, pois “há mais alegria em dar do que em receber” (At 20,35).
- Podemos e devemos descobrir que no serviço e no despojamento, vivendo um amor livre e libertador, sem qualquer desejo de posse, descobre-se o valor do sentido oblativo da vida.
- Podemos e devemos descobrir que o cuidado amoroso de São José para com Maria e Jesus não se encerrou com sua santa morte. Seu cuidado amoroso atravessou as gerações e continua em sua missão de Patrono da Igreja e, em especial, protetor de todas as vocações.
- Podemos e devemos descobrir que “toda a verdadeira vocação nasce do dom de si mesmo, que é a maturação do simples sacrifício. Mesmo no sacerdócio e na vida consagrada, requer-se este gênero de maturidade”. Rezemos para que os que foram chamados a servir ao Senhor, no sacerdócio e na vida consagrada, descubram em São José um Pai amoroso que, assim como ele amou Jesus com coração de pai, assim também os ama com amor com igual solicitude.
- Podemos e devemos descobrir que “quando uma vocação matrimonial, celibatária ou virginal não chega à maturação do dom de si mesmo, detendo-se apenas na lógica do sacrifício, então, em vez de significar a beleza e a alegria do amor, corre o risco de exprimir infelicidade, tristeza e frustração”.
- Podemos e devemos descobrir que “o serviço, expressão concreta do dom de si mesmo, não foi para São José apenas um alto ideal, mas tornou-se regra da vida diária”. Rezemos para todos, os que vivem a vocação matrimonial, celibatária ou virginal, descuram a alegria de tornar sua vida um serviço em prol dos interesses de Jesus.
- Podemos e devemos descobrir que São José “foi a mão estendida do Pai Celeste para o seu Filho na terra”.
- Podemos e devemos descobrir que São José “não pode deixar de ser modelo para todas as vocações, que a isto mesmo são chamadas: ser as mãos operosas do Pai em prol dos seus filhos e filhas”.
Naquele tempo, José foi a mão estendida do Pai Celeste para o seu Filho na terra. Como nos ensinou o Papa São João Paulo II, “O crescimento e Jesus “em sabedoria, em estatura e em graça” (Lc 2,52), deu-se no âmbito da Sagrada Família, sob o olhar de São José, que tinha a alta função de o “criar”; ou seja, de alimentar, vestir e instruir Jesus na Lei e num ofício, em conformidade com os deveres estabelecidos para o pai”.[4] (Papa São João Paulo II)
Nos dias de hoje, José é a mão estendida do Pai Celeste para os seus filhos na terra. Os que vivem a vocação matrimonial, celibatária ou virginal, todos estão sobre a paternal proteção de São José, mesmo que ainda não saibam disso. Como nos ensinou São José Marello: Alegremo-nos por sermos protegidos por São José, o qual é tão poderoso junto a Jesus, que não sabe negar-lhe nada. Jesus sobre esta terra somente deu tudo continuamente sem receber nada de ninguém; somente de Maria e de José recebeu tantos préstimos. Agora Ele gosta de retribuir no céu os serviços que recebeu na terra e por isso concede a São José tudo quanto ele pede. E São José, o qual não precisa de mais nada para si, pede e recebe para nós, que somos seus clientes afeiçoados e devotos”.[5] (São José Marello)
4 Reflexão e Partilha
Partilhar sobre as os ensinamentos do Papa Francisco contidos nesta Semente de Espiritualidade Josefina.
5 Compromisso do Mês
Rezar diariamente com São José, Protetor das Vocações, pedindo ao Senhor que tenhamos muitas e santas vocações em nossas comunidades.
6 Oração Final
[1] São José: o sonho da vocação”. Mensagem do Papa Francisco para o 58º Dia Mundial de Oração pelas Vocações. 25 de abril de 2021.
[2] São José: o sonho da vocação”. Mensagem do Papa Francisco para o 58º Dia Mundial de Oração pelas Vocações. 25 de abril de 2021.
[3] São José: o sonho da vocação”. Mensagem do Papa Francisco para o 58º Dia Mundial de Oração pelas Vocações. 25 de abril de 2021.
[4] São João Paulo II. Exortação Apostólica Redemptoris Custos 16.
[5] São José Marello, Bispo e Fundador.
