1 Acolhida
2 Oração Inicial
3 Tema do Mês
Que São José, o guardião das vocações, vos acompanhe com coração de pai
“Além da confiança na proteção segura de José, a Igreja tem confiança no seu exemplo insigne, um exemplo que transcende cada um dos estados de vida e se propõe a toda a comunidade cristã, sejam quais forem a condição e as tarefas de cada um dos fiéis”.[1] (São João Paulo II)
Continuando nosso estudo sobre as vocações, e tendo em mente este precioso ensinamento do Papa Francisco, vejamos um outro importante ensinamento do Papa Francisco.
12) São José, guardião das vocações, vos acompanhe com coração de pai!
O Papa Francisco encerrou sua Mensagem para o 58º Dia Mundial de Oração Pelas Vocações, que nos enviou em 19 de março de 2021, com uma bênção muito especial. Vejamos:
É a alegria que vos desejo a vós, irmãos e irmãs que generosamente fizestes de Deus o sonho da vida, para O servir nos irmãos e irmãs que vos estão confiados, através duma fidelidade que em si mesma já é testemunho, numa época marcada por escolhas passageiras e emoções que desaparecem sem gerar a alegria. São José, guardião das vocações, vos acompanhe com coração de pai! [2] (Papa Francisco)
São José, o guardião das vocações, deve ser imitado e invocado confiança. É o que nos ensinam os Papas São João Paulo II e Bento XVI. Na Exortação Apostólica Redemptoris Custos (José o Guarda do Redentor) o Papa São João Paulo II manifestou o seu desejo de que, em São José, todo o povo cristão “tenha sempre diante dos olhos o seu modo humilde e amadurecido de servir e de «participar» na economia da salvação.” Vejamos:
“É para mim uma alegria cumprir este dever pastoral (escrever a Redemptoris Custos), no intuito de que cresça em todos a devoção ao Patrono da Igreja universal e o amor ao Redentor, que ele serviu de maneira exemplar. Desta forma, todo o povo cristão não só recorrerá a São José com maior fervor e invocará confiadamente o seu patrocínio, mas também terá sempre diante dos olhos o seu modo humilde e amadurecido de servir e de «participar» na economia da salvação”. (São João Paulo II)
O Papa Bento XVI nos ensina por sua vez, mas no mesmo sentido, fala em amar São José e em invocar sua intercessão. Vejamos:
«Levanta-te, toma o menino e sua mãe» (Mt 2, 13): diz o anjo da parte de Deus a são José. O objetivo desta carta apostólica (Com Coração de Pai) é aumentar o amor por este grande Santo, para nos sentirmos impelidos a implorar a sua intercessão e para imitarmos as suas virtudes e o seu desvelo. [3] (Papa Francisco)
Com efeito, a missão específica dos Santos não é apenas a de conceder milagres e graças, mas de interceder por nós diante de Deus, como fizeram Abraão[26] e Moisés,[27] como faz Jesus, «único mediador» (1 Tm 2, 5), que junto de Deus Pai é o nosso «advogado» (1 Jo 2, 1), «vivo para sempre, a fim de interceder por [nós]» (Heb 7, 25; cf. Rm 8, 34). [4] (Papa Francisco)
É muito importante para a fidelidade à vocação recebida a decisão de cumprir fielmente a vontade de Deus. O Papa Bento XVI nos ensinou que a Sagrada Família de Nazaré deu início a “uma forma nova de se relacionar com Deus, de o acolher na própria vida, de entrar no seu projeto de salvação, cumprindo a sua vontade”. Vejamos:
“A capacidade de Maria de viver do olhar de Deus é, por assim dizer, contagiosa. O primeiro que fez essa experiência foi São José. O seu amor humilde e sincero à sua noiva e a decisão de unir a sua vida à de Maria atraiu e introduziu também a ele, que já era um «homem justo» (Mt 1, 19), numa intimidade singular com Deus. De fato, com Maria e depois, sobretudo, com Jesus, ele dá início a uma forma nova de se relacionar com Deus, de o acolher na própria vida, de entrar no seu projeto de salvação, cumprindo a sua vontade”. [5] (Papa Bento XVI)
Rezar pelas vocações e pelos vocacionados é muito importante. O Papa Bento XVI nos ensinou, também, que “a família é Igreja doméstica e deve ser a primeira escola de oração” e nos fez um convite: “gostaria de convidar-vos a redescobrir a beleza de rezar juntos como família na escola da Sagrada Família de Nazaré”. Vejamos:
“A Sagrada Família é ícone da Igreja doméstica, chamada a rezar unida. A família é Igreja doméstica e deve ser a primeira escola de oração. Nela as crianças, desde a mais tenra idade, podem aprender a compreender o sentido de Deus, graças ao ensinamento e ao exemplo dos pais: viver numa atmosfera caracterizada pela presença de Deus. Uma educação autenticamente cristã não pode prescindir da experiência da oração. Se não se aprende a rezar em família, depois será difícil conseguir preencher este vazio. Por conseguinte, gostaria de convidar-vos a redescobrir a beleza de rezar juntos como família na escola da Sagrada Família de Nazaré, e assim a tornar-vos um só coração e uma só alma, uma verdadeira família”. [6] (Papa Bento XVI)
Que São José, guardião das vocações, nos acompanhe com coração de pai!
Que São José, guardião das vocações, vos ajude a rezarmos com confiança, em família e na comunidade, pelas vocações.
4 Reflexão e Partilha
Partilhar sobre as os ensinamentos do Papa Francisco, Papa São João Paulo II e Papa Bento XVI contidos nesta Semente de Espiritualidade Josefina.
5 Compromisso do Mês
Rezar pelas vocações e redescobrir a alegria de rezar junto com a Sagrada Família de Nazaré.
6 Oração Final
[1] São Joao Paulo II. Exortação Apostólica Redemptoris Custos. Item 30.
[2] Mensagem do Papa Francisco para o 58º Dia Mundial de Oração Pelas Vocações. 19 de março de 2021.
[3] Papa Francisco. Patris Corde. Item 7.
[4] Papa Francisco. Patris Corde. Item 7.
[5] Papa Bento XVI. Audiência Geral. 28 de Dezembro de 2011.
[6] Papa Bento XVI. Audiência Geral. 28 de Dezembro de 2011.
