
1 Acolhida
2 Oração Inicial
3 Tema do Mês
A Família deve permanecer fiel à escola de Nazaré
“Hoje devemos invocar a proteção de São José. Devemos esperar e pedir que este humilde e grande Santo continue a missão que exerceu, no quadro histórico da Encarnação, como relata o Evangelho, em relação a Maria e a Jesus; missão de proteção, defesa, amparo e sustento, em benefício da Igreja que é o Corpo Místico de Cristo, Cristo que vive na humanidade e continua, na história, a obra da redenção”. [1] (Papa São Paulo VI)
O Papa São Paulo VI, em seu pronunciamento durante a oração do Ângelus no dia Festa da Sagrada Família em 2002, nos ensina que “a Igreja deve permanecer fiel à escola de Nazaré para realizar a sua vocação messiânica”, e que, para que isso aconteça, “devemos invocar a proteção de São José”. Ouçamos o Santo Papa: [2]
A Igreja deve permanecer fiel à escola de Nazaré para realizar a sua vocação messiânica
Hoje devemos invocar a proteção de São José. Devemos esperar e pedir que este humilde e grande Santo continue a missão que exerceu, no quadro histórico da Encarnação, como relata o Evangelho, em relação a Maria e a Jesus; missão de proteção, defesa, amparo e sustento, em benefício da Igreja que é o Corpo Místico de Cristo, Cristo que vive na humanidade e continua, na história, a obra da redenção.
Como no Evangelho da infância do Senhor, a Igreja tem necessidade der ser defendida, de permanecer fiel à escola de Nazaré, pobre e laboriosa, mas viva, sempre consciente e forte, para poder realizar a sua vocação messiânica. Necessita de proteção para continuar incólume e poder trabalhar no mundo. Atualmente esta necessidade atingiu proporções enormes. Invoquemos pois o patrocínio de São José sobre a Igreja, que, atualmente, está sujeita a tantas atribulações, ameaças suspeitas e contestações.
Mas a invocação não é suficiente; a imitação também é necessária. O fato de Cristo ter querido a proteção de um simples operário, no humilde ninho da vida familiar, ensina-nos que o mesmo Cristo nos pode proteger a todos, tanto no reino limitado pelas paredes domésticas, como no mundo do trabalho; e persuade-nos de que devemos professar o cristianismo, dado que o podemos fazer, defendendo-o e afirmando-o, na nossa casa e no exercício do nosso trabalho. A missão de São José é também a nossa: defender e fazer crescer Jesus Cristo em nós e à volta de nós.
Naquele memorável pronunciamento São João Paulo II, em 2002, ensinava que “a invocação não é suficiente; a imitação também é necessária”. Antes disso, na Exortação Apostólica Redemptoris Custos o Papa ensinava que devemos invocar São José com confiança servir a Deus como ele. Ouçamos o Papa São João Paulo II: [3]
É para mim uma alegria cumprir este dever pastoral, no intuito de que cresça em todos a devoção ao Patrono da Igreja universal e o amor ao Redentor, que ele serviu de maneira exemplar.
Desta forma, todo o povo cristão não só recorrerá a São José com maior fervor e invocará confiadamente o seu patrocínio, mas também terá sempre diante dos olhos o seu modo humilde e amadurecido de servir e de “participar” na economia da salvação.
Tenho para mim, efetivamente, que o fato de se considerar novamente a participação do Esposo de Maria no mistério divino permitirá à Igreja, na sua caminhada para o futuro juntamente com toda a humanidade, reencontrar continuamente a própria identidade, no âmbito deste desígnio redentor, que tem o seu fundamento no mistério da Encarnação.
Foi precisamente neste mistério que José de Nazaré “participou” como nenhuma outra pessoa humana, à exceção de Maria, a Mãe do Verbo Encarnado. Ele participou em tal mistério simultaneamente com Maria, envolvido na realidade do mesmo evento salvífico, e foi depositário do mesmo amor, em virtude do qual o eterno Pai “nos predestinou a sermos adotados como filhos, por intermédio de Jesus Cristo” (Ef 1,5).
Estes importantes ensinamentos do Papa São João Paulo II foram precedidos pelos testemunhos e ensinamento de tantos outros Santos e Santas, especialmente os Fundadores(as) que já demonstravam igual confiança no exemplo e na intercessão de São José. Ouçamos São José Marello:
Diremos ao nosso grande Patriarca: Eis-nos todos para ti e tu sê todo para nós. [4] (São José Marello).
Tu, ó José, indica-nos o caminho, sustenta-nos a cada passo, conduze-nos para onde a Divina Providência quer que cheguemos. Quer seja comprido ou curto, quer seja bom ou mau o caminho, quer se enxergue ou não a meta com a vista humana, depressa ou devagar, contigo, ó José, estamos certos de que caminharemos sempre bem. [5] (São José Marello).
Tu, ó José, que depois da Bendita Virgem, foste o primeiro a estreitar ao peito Jesus Redentor, sê o nosso modelo em nosso ministério que, como o teu, é um ministério de relação íntima com o Verbo Divino. [6] (São José Marello).
É preciso procurar em São José as próprias inspirações, ele que foi na terra o primeiro a cuidar dos interesses de Jesus; tratou dele quando criança, protegeu-o menino, fez-lhe papel de pai nos primeiros trinta anos de sua vida na terra. [7] (São José Marello).
A Igreja deve permanecer fiel à escola de Nazaré para realizar a sua vocação. Em especial a Família deve permanecer fiel à escola de Nazaré para realizar a sua vocação.
4 Reflexão e Partilha
Partilhar sobre as os ensinamentos dos São João Paulo II e São José Marello contidos nesta Semente de Espiritualidade Josefina.
5 Compromisso do Mês
Motivar sua Família ou Comunidade para que, na medida do possível, celebremos com devoção, a Solenidade de São José Marello dia 30/05.
6 Oração Final
[1] Papa São Paulo VI. Solenidade de São José. 19/03/1970.
[2] Papa São Paulo VI. Solenidade de São José. 19/03/1970.
[3] Papa São João Paulo II. Exortação Apostólica Redemptoris Custos (15/08/1989). Introdução.
[4] São José Marello. Bispo e Fundador da Congregação dos Oblatos de São José. Carta 208.
[5] São José Marello. Bispo e Fundador da Congregação dos Oblatos de São José. Carta 208.
[6] São José Marello. Bispo e Fundador da Congregação dos Oblatos de São José. Carta 35.
[7] São José Marello. Bispo e Fundador da Congregação dos Oblatos de São José. Carta 76.
