1 Acolhida
2 Oração Inicial
3 Tema do Mês
O exemplo das belíssimas jornadas de São José.
“Tomemos por exemplo o glorioso São José: ele também tinha que dedicar-se a ocupações externas para alimentar à Sagrada Família, e portanto, podia rezar pouco, e aos olhos do mundo não desempenhava nenhum papel: mas, quanto valor tinham para o Senhor as belíssimas jornadas de São José!” [1] (São José Marello)
Estamos nas proximidades do Ano Santo, o Jubileu 2025, e é oportuno lembrarmos da orientação do Papa Francisco contida na Bula de proclamação do Jubileu Ordinário do Ano 2025, falou sobre importância e o sentido profundo das peregrinações. Ouçamos o Papa:
Não é por acaso que a peregrinação representa um elemento fundamental de todo o evento jubilar. Pôr-se a caminho é típico de quem anda à procura do sentido da vida. A peregrinação a pé favorece muito a redescoberta do valor do silêncio, do esforço, da essencialidade. Também no próximo ano, os peregrinos de esperança não deixarão de percorrer caminhos antigos e modernos para viver intensamente a experiência jubilar. Além disso, na própria cidade de Roma, haverá itinerários de fé que se juntarão aos tradicionais das catacumbas e das Sete Igrejas. Deslocar-se dum país ao outro como se as fronteiras estivessem superadas, passar duma cidade a outra contemplando a criação e as obras de arte, permitirá acumular experiências e culturas diferentes e levar dentro de si, harmonizada pela oração, a beleza que faz agradecer a Deus as maravilhas que Ele realizou. As igrejas jubilares, ao longo dos percursos e em Roma, poderão ser oásis de espiritualidade onde é possível restaurar o caminho da fé e dessedentar-se nas fontes da esperança, a começar pelo sacramento da Reconciliação, ponto de partida insubstituível dum verdadeiro caminho de conversão. Nas Igrejas particulares, deve ser dada uma atenção especial à preparação dos sacerdotes e dos fiéis para as Confissões e para o acesso a este sacramento na sua forma individual. [2] (Papa Francisco)
Ao ouvirmos o Papa Francisco motivando e orientando para as peregrinações relembremos um precioso ensinamento de São José Marello quando na fala sobre “as belíssimas jornadas de São José. Vejamos:
“Tomemos por exemplo o glorioso São José: ele também tinha que dedicar-se a ocupações externas para alimentar à Sagrada Família, e portanto, podia rezar pouco, e aos olhos do mundo não desempenhava nenhum papel: mas, quanto valor tinham para o Senhor as belíssimas jornadas de São José!” [3] (São José Marello
Nas duas edições anteriores das Sementes de Espiritualidade Josefina refletimos sobre importantes recomendações do Papa Francisco. Uma das mais importantes foi aquele que o Papa nos encoraja a imitar as virtudes de São José, em especial as mais simples e essenciais: humidade, intimidade com Deus, o silêncio, o escondimento, o zelo e a laboriosidade. Relembremos suas palavras:
Portanto, encorajo-vos a continuar a viver e a trabalhar na Igreja e no mundo com as virtudes simples e essenciais do Esposo da Virgem Maria: a humildade, que atrai a benevolência do Pai; a intimidade com o Senhor, que santifica toda a obra cristã; o silêncio e o escondimento, unidos ao zelo e à laboriosidade a favor da vontade do Senhor, no espírito daquela feliz síntese que Marello vos deixou como lema e programa: «Sede cartuxos em casa e apóstolos fora de casa». Este ensinamento, sempre vivo no vosso espírito, chama todos vós, estimados irmãos, a conservar nas casas religiosas um clima de recolhimento e de oração, favorecido pelo silêncio e por oportunos encontros comunitários. O espírito de família consolida a união das comunidades e da Congregação inteira. [4] (Papa Francisco)
O Papa São João Paulo II nos ensinou que São José realizava todas as suas atividades em clima de de silêncio e profunda contemplação”. Ouçamos o Papa quando ele falava destas virtudes citando o exemplo do trabalho:
“Também quanto ao trabalho de carpinteiro na casa de Nazaré se estende o mesmo clima de silêncio, que acompanha tudo aquilo que se refere à figura de José. Trata-se, contudo, de um silêncio que desvenda de maneira especial o perfil interior desta figura. Os Evangelhos falam exclusivamente daquilo que José “fez”; no entanto, permitem-nos auscultar nas suas “ações”, envolvidas pelo silêncio, um clima de profunda contemplação. José estava quotidianamente em contato com o mistério “escondido desde todos os séculos”, que “estabeleceu a sua morada” sob o teto da sua casa”. (São João Paulo II)
São José Marello nos orienta a imitar São José e santificar as pequenas coisas, indica a Sagrada Família como exemplo, e nos ensina que, o que transforma uma vida interior e escondida numa vida frutuosa e abençoada é a prática do santo recolhimento, ou seja, de intimidade com Deus. Vejamos:
Imensas são as vantagens que lucramos da união com Deus no santo recolhimento. Vejam a Jesus, Maria e José, os três maiores personagens que viveram nesta terra. Que faziam eles em Nazaré? Nada de grande e extraordinário aparentemente; não se dedicavam senão a ocupações humildes e ordinárias, próprias de uma família de trabalhadores. Mas estando eles animados pelo espírito de oração e de união com Deus todas as suas ações assumiam um valor e esplendor imenso aos olhos do céu. Não se trata, pois, de fazer ações extraordinárias, senão de fazer em cada coisa a vontade de Deus. Sejam pequenos ou grandes os trabalhos que nos tenham sido designados, basta que os façamos por obediência à vontade de Deus e conseguiremos neles grandes méritos. [5] (São José Marello)
4 Reflexão e Partilha
Partilhar sobre as os ensinamentos dos Papas e de São José Marello contidos nesta Semente de Espiritualidade Josefina.
5 Compromisso do Mês
Partilhar em sua Comunidade Religiosa, Comunidade Paroquial ou Família sobre como podemos nos preparar bem para o Ano Jubilar 2025.
6 Oração Final
[1] São José Marello.
[2] Papa Francisco. Bula de proclamação do Jubileu Ordinário do Ano 2025. Item 5.
[3] São José Marello.
[4] Papa Francisco. Discurso aos participantes no Capítulo Geral dos Oblatos de São José. 31/08/2008
[5] São José Marello.
