A Igreja deve permanecer fiel à escola de Nazaré (Semente de Espiritualidade Josefina. Setembro/2024)

1 Acolhida

2 Oração Inicial

3 Tema do Mês

A Igreja deve permanecer fiel à escola de Nazaré

A Igreja deve permanecer fiel à escola de Nazaré para realizar a sua vocação messiânica. Hoje devemos invocar a proteção de São José. Devemos esperar e pedir que este humilde e grande Santo continue a missão que exerceu, no quadro histórico da Encarnação, como relata o Evangelho, em relação a Maria e a Jesus; missão de proteção, defesa, amparo e sustento, em benefício da Igreja que é o Corpo Místico de Cristo, Cristo que vive na humanidade e continua, na história, a obra da redenção. [1] (São Paulo VI, Papa)

O saudoso Papa Paulo VI, em seu pronunciamento por ocasião da solenidade de São José, em 19/03/1970, nos relembrou de nosso compromisso missionário e nos relembrou que jamais estamos sozinhos, São José é como companheiro de missão e devemos invocar sua proteção. Ouçamos São Paulo VI, Papa: [2]

Hoje devemos invocar a proteção de São José. Devemos esperar e pedir que este humilde e grande Santo continue a missão que exerceu, no quadro histórico da Encarnação, como relata o Evangelho, em relação a Maria e a Jesus; missão de proteção, defesa, amparo e sustento, em benefício da Igreja que é o Corpo Místico de Cristo, Cristo que vive na humanidade e continua, na história, a obra da redenção.

Como no Evangelho da infância do Senhor, a Igreja tem necessidade der ser defendida de permanecer fiel à escola de Nazaré, pobre e laboriosa, mas viva, sempre consciente e forte, para poder realizar a sua vocação messiânica. Necessita de proteção para continuar incólume e poder trabalhar no mundo. Atualmente esta necessidade atingiu proporções enormes. Invoquemos pois o patrocínio de São José sobre a Igreja, que, atualmente, está sujeita a tantas atribulações, ameaças suspeitas e contestações.

Mas a invocação não é suficiente; a imitação também é necessária. O fato de Cristo ter querido a proteção de um simples operário, no humilde ninho da vida familiar, ensina-nos que o mesmo Cristo nos pode proteger a todos, tanto no reino limitado pelas paredes domésticas, como no mundo do trabalho; e persuade-nos de que devemos professar o cristianismo, dado que o podemos fazer, defendendo-o e afirmando-o, na nossa casa e no exercício do nosso trabalho. A missão de São José é também a nossa: defender e fazer crescer Jesus Cristo em nós e à volta de nós.                

O Papa São João Paulo II, na Exortação Apostólica Redemptoris Custos, nos relembrou que especialmente em tempos difíceis e desafiadores devemos nos colocar sob a proteção de São José. Ouçamos São João Paulo II: [3]  

Em tempos difíceis para a Igreja, Pio IX, desejando confiá-la à especial proteção do Santo Patriarca José, declarou-o “Patrono da Igreja católica”. Esse Sumo Pontífice sabia que não estava realizando um gesto descabido, porque, em virtude da excelsa dignidade concedida por Deus a este seu servo fidelíssimo, “a Igreja, depois da Virgem Santíssima, esposa dele, teve sempre em grande honra e cumulou de louvores o Bem-aventurado José e, no meio das angústias, de preferência foi a ele que recorreu” .

Quais são os motivos de tão grande confiança? O Papa Leão XIII expõe-nos assim: “As razões pelas quais o Bem-aventurado José deve ser considerado especial Patrono da Igreja, e a Igreja, por sua vez, deve esperar muitíssimo da sua proteção e do seu patrocínio, provêm principalmente do fato de ele ser esposo de Maria e pai putativo de Jesus (…). José foi a seu tempo legítimo e natural guarda, chefe e defensor da divina Família (…). É algo conveniente e sumamente digno para o Bem-aventurado José, portanto, que, de modo análogo àquele com que outrora costumava socorrer santamente, em todo e qualquer acontecimento, a Família de Nazaré, também agora cubra e defenda com o seu celeste patrocínio a Igreja de Cristo” (44).

Este patrocínio deve ser invocado e continua sempre a ser necessário à Igreja, não apenas para a defender dos perigos, que continuamente se levantam, mas também e sobretudo para a confortar no seu renovado empenho de evangelização do mundo e de levar por diante a nova evangelização dos países e nações “onde – como eu escrevia na Exortação Apostólica Christifideles laici – a religião e a vida cristã foram em tempos tão prósperas”, mas “se encontram hoje submetidas a dura provação” (45). Para levar o primeiro anúncio de Cristo ou para voltar a apresentá-lo onde ele foi deixado de lado ou esquecido, a Igreja precisa de uma particular “força do Alto” (cf. Lc 24, 49), que é dom do Espírito do Senhor, certamente, mas não anda separada da intercessão e do exemplo dos seus Santos.

Além da confiança na proteção segura de José, a Igreja tem confiança no seu exemplo insigne, um exemplo que transcende cada um dos estados de vida e se propõe a toda a comunidade cristã, sejam quais forem a condição e as tarefas de cada um dos fiéis.

Estamos nas proximidades do Ano Santo, o Jubileu 2025, e é oportuno lembrarmos das orientações do Papa Francisco contida na Bula de proclamação do Jubileu Ordinário do Ano 2025. Vejamos nesta Semente de Espiritualidade Josefina que o Papa Francisco orientou que no Ano Jubilar, seremos chamados a ser sinais palpáveis de esperança para muitos irmãos e irmãs que vivem em condições de dificuldade. E falou sobre importância de os jovens assumirem seu protagonismo como mensageiros da esperança e de a Igreja como um todo e que “não podemos decepcioná-los: o futuro funda-se no seu entusiasmo”. Nos Ouçamos o Papa: [4]

E de sinais de esperança também têm necessidade aqueles que, em si mesmos, a representam: os jovens. Muitas vezes, infelizmente, veem desmoronar-se os seus sonhos. Não podemos decepcioná-los: o futuro funda-se no seu entusiasmo.

Como é belo vê-los irradiar energia, por exemplo, quando voluntariamente arregaçam as mangas e se comprometem nas situações de calamidade e mal-estar social! Já é triste ver jovens sem esperança; se bem que se torna inevitável viver o presente na melancolia e no tédio quando o futuro é incerto e impermeável aos sonhos, o estudo não oferece saídas e a falta de emprego ou dum trabalho suficientemente estável corre o risco de suprimir os desejos.

A ilusão das drogas, o risco da transgressão e a busca do efémero criam nos jovens, mais do que nos outros, confusão e escondem-lhes a beleza e o sentido da vida, fazendo-os escorregar para abismos escuros e impelindo-os a gestos autodestrutivos.

Por isso, que o Jubileu seja, na Igreja, ocasião para um impulso a favor deles: com renovada paixão, cuidemos dos adolescentes, dos estudantes, dos namorados, das gerações jovens! Mantenhamo-nos próximo dos jovens, alegria e esperança da Igreja e do mundo!

4 Reflexão e Partilha

Partilhar sobre as os ensinamentos dos Papas contidos nesta Semente de Espiritualidade Josefina.

5 Compromisso do Mês

Partilhar em sua Comunidade Religiosa, Comunidade Paroquial ou Família sobre como podemos nos preparar bem para o Ano Jubilar 2025.

6 Oração Final


[1] São Paulo VI, Papa. Solenidade de São José. 19 de março de 1970.

[2] São Paulo VI, Papa. Solenidade de São José. 19 de março de 1970.

[3] São João Paulo II, Papa. Exortação Apostólica Redemptoris Custos, itens 28 a 30.

[4] Papa Francisco. Bula de Proclamação do Jubileu Ordinário do Ano 2025. Item 12.

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