Como os Santos Josés, estejamos atentos às necessidades dos pobres e marginalizados (Semente de Espiritualidade Josefina. Dezembro de 2025)

1 Acolhida

2 Oração Inicial

3 Tema do Mês

Como os Santos Josés, estejamos atentos às necessidades dos pobres e marginalizados  

Portanto, encorajo-vos a continuar a viver e a trabalhar na Igreja e no mundo com as virtudes simples e essenciais do Esposo da Virgem Maria: a humildade, que atrai a benevolência do Pai; a intimidade com o Senhor, que santifica toda a obra cristã; o silêncio e o escondimento, unidos ao zelo e à laboriosidade a favor da vontade do Senhor, no espírito daquela feliz síntese que Marello vos deixou como lema e programa: «Sede cartuxos em casa e apóstolos fora de casa».”. [1] (Papa Francisco)

O Papa Francisco, dirigindo-se aos participantes do Capítulo Geral dos Oblatos de São José, em 31/08/2018, exortou e motivou a Família Josefino Marelliana a “servir Jesus na Igreja e nos irmãos, com particular atenção aos jovens e aos mais humildes, possa orientar sempre a vossa vida e a vossa alegria viver algumas das virtudes de São José”. Exortou, também, a buscar inspiração nas palavras do Fundador, São José Marello. Ouçamos o Papa: [2]

Ricos da simplicidade laboriosa de São José, estais chamados a ser no mundo testemunhas de uma mensagem peculiar, de uma consoladora boa notícia: ou seja, que Deus se serve de todos, preferindo os mais pequeninos e humanamente desprovidos, para implantar e fazer crescer o seu Reino. A perspectiva de servir Jesus na Igreja e nos irmãos, com particular atenção aos jovens e aos mais humildes, possa orientar sempre a vossa vida e a vossa alegria.

Que vos inspirem nisto as palavras do vosso Santo Fundador, que são sempre de grande atualidade: «Pobres Josefinos do Hospício para Doentes, sacerdotes menores, nada sois e não ocupais nenhuma daquelas que se consideram posições para o futuro, e no entanto o Senhor serve-se até de vós para o bem das almas. Dizei também: “Servi inutiles sumus” [“somos servos inúteis”], mas ide em frente, desempenhando a parte que a vontade divina, por meio de quem a representa, vos confia dia após dia; e que também os homens “videant opera vestra bona et glorificent Patrem vestrum qui in coelis est” [“vejam as vossas boas obras e deem glória ao vosso Pai que está nos céus”]» (Epistolário, Carta 241).

Portanto, encorajo-vos a continuar a viver e a trabalhar na Igreja e no mundo com as virtudes simples e essenciais do Esposo da Virgem Maria: a humildade, que atrai a benevolência do Pai; a intimidade com o Senhor, que santifica toda a obra cristã; o silêncio e o escondimento, unidos ao zelo e à laboriosidade a favor da vontade do Senhor, no espírito daquela feliz síntese que Marello vos deixou como lema e programa: «Sede cartuxos em casa e apóstolos fora de casa».

Este ensinamento, sempre vivo no vosso espírito, chama todos vós, estimados irmãos, a conservar nas casas religiosas um clima de recolhimento e de oração, favorecido pelo silêncio e por oportunos encontros comunitários. O espírito de família consolida a união das comunidades e da Congregação inteira.

O Padre José Antônio Bertolin, Oblato de São José, em 12/06/2009, por ocasião do 30º Aniversário da Proclamação das Virtudes Heroicas de São José Marello pelo Papa Paulo VI, publicou o livro “São José Marello, uma vida exemplar e edificante” e destacou, cintando o próprio São José Marello, que “as obras dos Santos, que os séculos têm respeitado, foram sempre marcadas pelo selo da simplicidade”. Vejamos uma das mais admiráveis e simples características de São José Marello registrada no livro e que pode nos ajudar a vivermos bem o Ano Marelliano (25/11/2025 a 25/11/2026): o seu amor concreto para com os pobres.

No livro registra-se que o Padre Giovanni Battista Cortona lembra que a sua caridade para com os pobres era tão manifestada que às vezes os ajudava, privando-se também de seu café da manhã. Ouçamos o Padre Bertolin: [3]

Virtude admirável era o seu coração sensível às necessidades dos pobres e marginalizados. Essa é comprovada quando certa vez o menino Marello viu um velho mendigo sendo ridicularizado pelos seus colegas e tomou energicamente a defesa deste pobre velho. Consolou-o e o conduziu até a sua casa e deu-lhe comida e roupas.

Seu amor pelos pobres é ainda comprovado com um trecho escrito por ele em seu caderno que diz: ”Eu conheço um menino, um bom menino, que todo sábado leva seu vinho para um velho doente, e, nos dias festivos, separa para ele aquilo que tem um pouco a mais na mesa. Conheço outro que no lugar de muita coisa no café da manhã pede à sua mãe uma moedinha por dia e assim no domingo, com aquela poupança de uma semana, um velhinho pode ter um pouco de carne em sua mesa”.

Quem o conheceu sabe que ele era tão caridoso para com os pobres que, às vezes, para socorrê-los, privava-se do seu café da manhã. Portanto o menino a que ele se referia no caderno era real, não fictício, era ele mesmo. Pe. Giovanni Battista Cortona lembra a sua caridade para com os pobres era tão manifestada que às vezes os ajudava, privando-se também de seu café da manhã. Por isso, aquele menino relatado em seu caderno queria indicar que realmente era ele.

4 Reflexão e Partilha

Partilhar sobre as palavras do Papa Francisco e do Padre José Antônio Bertolin, OSJ, contidas nesta edição de Semente de Espiritualidade Josefina.

5 Compromisso do Mês

Inspirados no exemplo de São José Marello e como gesto concreto para o Santo Natal, discernir com a Comunidade Paroquial ou Casa Religiosa como podemos melhorar nossos empenhos em prol das necessidades dos pobres e marginalizados.

6 Oração Final


[1] Discurso do Papa Francisco aos participantes no Capítulo Geral dos Oblatos de São José. 31/08/2024.

[2] Discurso do Papa Francisco aos participantes no Capítulo Geral dos Oblatos de São José. 31/08/2024.

[3] São José Marello, uma vida exemplar e edificante. Padre José Antônio Bertolin, Oblato de São José.

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