Como os Santos Esposos, pratiquemos as pequenas virtudes (Semente de Espiritualidade Josefina. Janeiro/2026)

1 Acolhida

2 Oração Inicial

3 Tema do Mês

Como os Santos Esposos, pratiquemos as pequenas virtudes 

De fato, os grandes santos atingiram a santidade não tanto pela prática das virtudes extraordinárias, cujas ocasiões são muito raras, mas com atos repetidos e incessantes das pequenas virtudes. Assim, São José não fez coisas extraordinárias, mas com a prática constante das virtudes ordinárias e comuns atingiu aquela santidade que o eleva acima de todos os outros santos. [1] (São José Marello)

O Papa Francisco, dirigindo-se aos participantes do Capítulo Geral dos Oblatos de São José, em 31/08/2018, exortou e motivou a Família Josefino Marelliana a valorizar a “simplicidade laboriosa de São José”. Ouçamos o Papa: [2]

Ricos da simplicidade laboriosa de São José, estais chamados a ser no mundo testemunhas de uma mensagem peculiar, de uma consoladora boa notícia: ou seja, que Deus se serve de todos, preferindo os mais pequeninos e humanamente desprovidos, para implantar e fazer crescer o seu Reino. A perspectiva de servir Jesus na Igreja e nos irmãos, com particular atenção aos jovens e aos mais humildes, possa orientar sempre a vossa vida e a vossa alegria.

O ensinamento do Papa Francisco, no sentido de que Deus se serve de todos, preferindo os mais pequeninos, nos remete a lembrarmos que é grandioso aos olhos de Deus o fazer-se pequeno, tornar-se pequeno, optando pela simplicidade e pela humildade, como foi a opção dos Santos Esposos, José e Maria, aqueles que mais perfeitamente “atingiram a santidade não tanto pela prática das virtudes extraordinárias, cujas ocasiões são muito raras, mas com atos repetidos e incessantes das pequenas virtudes”, como bem o entendeu São José Marello.

O Padre Mário Guinzoni, Oblato de São José, no livro Pegadas Marellianas, fala sobre a importância de “ser extraordinário nas coisas ordinárias” na vida e nos escritos de São José Marello, que nos ensinou que “São José não fez coisas extraordinárias, mas com a prática constante das virtudes ordinárias e comuns atingiu aquela santidade que o eleva acima de todos os outros santos”. Vejamos: [3]

Para São Jose Marello, as coisas habituais, ordinárias, são as ações simples e comuns de cada dia, os pequenos e insignificantes trabalhos da vida, sobretudo aqueles que não aparecem e tem pouco valor, são “escondidos”, ou seja, vividos na alegria pascal sem buscar aplausos, bem no estilo de Jose de Nazaré, mas realizados com empenho e amor.

Vejamos na íntegra o ensinamento de São José Marello citado pelo Padre Mário Guinzoni. Vejamos: [4]

O grãozinho de mostarda é considerado a menor de todas as sementes que se semeiam na horta, todavia, se desenvolve tanto ao ponto de tornar-se um belo arbusto; por isso ele representa bem as pequenas virtudes, as quais podem produzir uma grande santidade.

De fato, os grandes santos atingiram a santidade não tanto pela prática das virtudes extraordinárias, cujas ocasiões são muito raras, mas com atos repetidos e incessantes das pequenas virtudes.

Assim, São José não fez coisas extraordinárias, mas com a prática constante das virtudes ordinárias e comuns atingiu aquela santidade que o eleva acima de todos os outros santos. Mesmo Jesus não fez sempre atos extraordinários e heroicos, como se afastar de sua mãe e morrer na cruz, mas quantos pequenos atos de virtude ele fez e quanto mérito adquiriu! Quantos pequenos atos de obediência, de humildade, de paciência podem ser praticados também por nós. Essas pequenas virtudes, não conhecidas pelas pessoas, mas tão gratas a Deus, fazem subir a uma alta perfeição e formam a árvore da santidade, cuja semente não passa de um pequeno grãozinho”.

O Padre Mário Guinzoni, Oblato de São José, no livro Pegadas Marellianas, fala sobre a importância do “escondimento” na vida e nos escritos de São José Marello, que nos ensinou que “Ele (São José) praticava as virtudes humildes e ocultas, mantendo-se sempre calmo, sempre sereno e tranquilo, observando em tudo uma perfeita conformidade com a vontade divina”. Vejamos: [5]

Para São Jose Marello, as coisas habituais, ordinárias, são as ações simples e comuns de cada dia, os pequenos e insignificantes trabalhos da vida, sobretudo aqueles que não aparecem e tem pouco valor, são “escondidos”, ou seja, vividos na alegria pascal sem buscar aplausos, bem no estilo de Jose de Nazaré, mas realizados com empenho e amor.

Para Marello, São Jose sempre foi o “guia e mestre da vida espiritual, sublime modelo de vida interior e escondida”.

Esta era para ele uma convicção em seu coração, que ele vivia e colocava em prática. “Tomemos, por exemplo, o grande São Jose: ele devia também se dedicar ao trabalho e as ocupações exteriores para sustentar a Sagrada Família, e por isso podia rezar pouco, e aos olhos do mundo não brilhava mesmo; mas como o Senhor valorizava os belíssimos dias de São Jose! Ele praticava as virtudes humildes e ocultas, mantendo-se sempre calmo, sempre sereno e tranquilo, observando em tudo uma perfeita conformidade com a vontade divina”.

“Ele foi tão humilde a ponto de não querer ser tido em nenhuma conta, mantendo-se sempre retirado na sombra e atribuindo todo mérito a Maria”. E foi este o ideal que quis desde o começo para a Congregação: seus membros deveriam imitar São Jose, sobretudo na vida humilde e escondida.

4 Reflexão e Partilha

Partilhar sobre as palavras do Papa Francisco e do Padre Mário Guinzoni, OSJ, contidas nesta edição de Semente de Espiritualidade Josefina.

5 Compromisso do Mês

Celebrar bem a Festa dos Santos Esposos José e Maria no dia 23 de janeiro.

6 Oração Final


[1] São José Marello. De seus escritos.

[2] Discurso do Papa Francisco aos participantes no Capítulo Geral dos Oblatos de São José. 31/08/2024.

[3] Padre Mário Guinzoni, Oblato de São José. Pegadas Marelliana. Pegada 03: Escondimento.

[4] São José Marello. De seus escritos.

[5] Padre Mário Guinzoni, Oblato de São José. Pegadas Marelliana. Pegada 03: Escondimento.

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