
1 Acolhida
2 Oração Inicial
3 Tema do Mês
Como São José, cuidar dos interesses de Jesus, em especial os jovens
“É preciso procurar em São José as próprias inspirações, ele que foi na terra o primeiro a cuidar dos interesses de Jesus; tratou dele quando criança, protegeu-o menino, fez-lhe papel de pai nos primeiros trinta anos de sua vida na terra”. [1] (São José Marello)
A Família Josefino-Marelliana está vivendo um “Tempo de Graça”, o Ano Marelliano, e o Padre Jan Pelczarski, Superior Geral dos Oblato de São José, em sua mensagem por ocasião da abertura do Ano Marelliano, nos recorda os objetivos principais do evento. Ouçamos o Padre Jan: [2]
Em 25 de novembro de 2026, nós, religiosos Oblatos, juntamente com todos aqueles que fazem parte de nossa família espiritual, teremos a oportunidade de celebrar o 25º aniversário da Canonização de nosso Fundador. Desejamos nos preparar para esta ocasião com oração e um compromisso renovado com nossa missão. Dedicaremos um ano especial a São José Marello “para reacender nosso conhecimento, amor e devoção por ele” (Resolução 13). O objetivo principal deste tempo de graça, assim como nos Jubileus celebrados pela Igreja, é despertar em cada um de nós um verdadeiro anseio pela santidade e um forte desejo de conversão, em um clima de oração cada vez mais intensa e solidariedade com os outros.
Na mesma ocasião, Padre Jan destaca a importância da renovação do compromisso de “fazer da pastoral juvenil nossa prioridade apostólica, com atenção particular aos “jovens pobres”, que para o Fundador eram aqueles deixados à própria sorte, desprezados e julgados”. Ouçamos o Padre Jan: [3]
Dilexi te e o “Jovem Pobre”. Em 9 de outubro, foi publicada a primeira Exortação Apostólica assinada pelo Papa Leão XIV, Dilexi te, ou “Eu te amei”. É um poderoso convite para reconhecer nos pobres, e não apenas nos pobres econômicos, a presença viva e encarnada de Cristo. O texto analisa as “faces” da pobreza e oferece numerosos pontos para reflexão e numerosos incentivos para ação. Servir os pobres não é um gesto de “cima para baixo”, mas um encontro entre iguais… A Igreja, portanto, quando se inclina para cuidar dos pobres, assume sua postura mais exaltada (79).
O Papa se detém longamente na esmola, raramente praticada e frequentemente desprezada (115). “Como cristãos, não renunciamos à esmola. É um gesto que pode ser feito de várias maneiras, e que podemos tentar fazer da maneira mais eficaz, mas devemos fazê-lo. E sempre será melhor fazer algo do que nada. De qualquer forma, tocará nossos corações. Não será a solução para a pobreza no mundo, que deve ser buscada com inteligência, tenacidade e compromisso social. Mas precisamos praticar a esmola para tocar a carne sofredora dos pobres” (119).
Seguindo o exemplo do Fundador – assim afirmam nossas Constituições – estamos cientes de que não podemos proclamar plenamente o Evangelho sem também atender com sensibilidade aguçada ao verdadeiro progresso humano (C79).
No Capítulo Geral de 2024, renovamos nosso compromisso de fazer da pastoral juvenil nossa prioridade apostólica, com atenção particular aos “jovens pobres”, que para o Fundador eram aqueles deixados à própria sorte, desprezados e julgados (cf. Carta 31, 1869). Hoje, os “jovens pobres” são identificados com aquelas “periferias existenciais” em que tantos jovens vivem e que devem se tornar o foco de nossa atenção apostólica. Busquemos reconhecer em nosso contexto as realidades periféricas que podemos identificar com os “jovens pobres” de hoje e tomemos ações concretas para aliviar seu sofrimento. Somos instados a continuar nossos esforços para reacender nossa dedicação a Deus e aos jovens pobres, e nossa identificação como filhos de São José e São José Marello.
Enquanto continuamos nossa jornada, encomendemo-nos à intercessão de nossos Santos Padroeiros e oremos uns pelos outros.
Estas exortações do Padre Jan Pelczarski nos fazem lembrar das preciosas orientações, e confirmações quanto à atualidade do Carisma, que recebemos do Papa São João Paulo II. Dirigindo-se aos participantes do Capítulo Geral dos Oblatos de São José em 17/02/2000, exortou a Família Josefino-Marelliana para perseverar em seu compromisso com a “formação humana e religiosa da juventude”, e lembrou que “para responder às exigências hodiernas da evangelização, vai-se tornando cada vez mais indispensável a colaboração dos leigos”. Ouçamos o Papa São João Paulo II: [4]
A característica típica do vosso ministério é a formação humana e religiosa da juventude, privilegiando a catequese e trabalhando ativamente nos centros juvenis e nas escolas, nas paróquias e nos oratórios, nos movimentos e nas associações. Assim como o semeador sabe escolher o terreno adequado para cada tipo de semente, também vós procurais aprofundar o conhecimento dos jovens que a Providência vos faz encontrar, a fim de os poderdes ajudar a maturar na respectiva vocação. Esta é a vossa missão. Pode-se dizer que o Oblato de São José é por constituição um catequista, que educa evangelizando com um estilo simples, claro e incisivo.
Sabei falar ao coração dos jovens, propondo-lhes de maneira audaz o Evangelho. Fazei com que amem a Igreja. Persuadi-vos de que quanto mais eloquente for o testemunho do vosso exemplo tanto mais aceite será a vossa palavra.
Para responder às exigências hodiernas da evangelização, vai-se tornando cada vez mais indispensável a colaboração dos leigos. Não se trata apenas de uma necessidade operativa proporcionada pela redução do pessoal religioso, mas de uma nova e inédita possibilidade que Deus nos oferece. A época que estamos a viver pode ser chamada, em certos aspectos, a época dos leigos. Sabei, por conseguinte, abrir-vos ao contributo dos leigos. Ajudai-os a compreender as motivações espirituais do serviço que eles prestam ao vosso lado, para que sejam aquele “sal” que dá à vida o sabor cristão e aquela “luz” que resplandece nas trevas da indiferença e do egoísmo. Como leigos fiéis à própria identidade, eles são chamados a animar cristãmente a ordem temporal, transformando de forma ativa e eficaz a sociedade de acordo com o espírito do Evangelho.
Nossos empenhos em prol da “formação humana e religiosa da juventude” devem, como nos ensinou São José Marello, contar com o exemplo e a intercessão de São José “que foi na terra o primeiro a cuidar dos interesses de Jesus” e que continua sua missão ainda nos dias de hoje, contanto conosco.
4 Reflexão e Partilha
Partilhar sobre as palavras do Padre Jan e do Papa São João Paulo II contidas nesta edição de Semente de Espiritualidade Josefina.
5 Compromisso do Mês
Participar bem das iniciativas do Ano Marelliano e procurar conhecer melhor o Apostolado Juvenil em suas diferentes expressões na Família Josefino-Marelliana.
6 Oração Final
[1] São José Marello, Bispo e Fundador.
[2] Padre Jan Pelczarski, Oblato de São José, Superior Geral. Lima (Peru), 25/11/2025.
[3] Padre Jan Pelczarski, Oblato de São José, Superior Geral. Lima (Peru), 25/11/2025.
[4] São João Paulo II. Papa. Discurso aos participantes no Capítulo Geral dos Oblatos de São José, 17/02/2000.
