
1 Acolhida
2 Oração Inicial
3 Tema do Mês
À Sagrada Família confiemos nossas famílias
“Imensas são as vantagens que lucramos da união com Deus no santo recolhimento. Vejam a Jesus, Maria e José, os três maiores personagens que viveram nesta terra. Que faziam eles em Nazaré? Nada de grande e extraordinário aparentemente; não se dedicavam senão a ocupações humildes e ordinárias, próprias de uma família de trabalhadores. Mas estando eles animados pelo espírito de oração e de união com Deus todas as suas ações assumiam um valor e esplendor imenso aos olhos do céu. Não se trata, pois, de fazer ações extraordinárias, senão de fazer em cada coisa a vontade de Deus. Sejam pequenos ou grandes os trabalhos que nos tenham sido designados, basta que os façamos por obediência à vontade de Deus e conseguiremos neles grandes méritos”. [1] (São José Marello)
Na Semente de Espiritualidade Josefina anterior vimos uma importante exortação do Papa São João Paulo II em relação à mútua colaboração entre os Religiosos e os Leigos. Ouçamos: [2]
Para responder às exigências hodiernas da evangelização, vai-se tornando cada vez mais indispensável a colaboração dos leigos. Não se trata apenas de uma necessidade operativa proporcionada pela redução do pessoal religioso, mas de uma nova e inédita possibilidade que Deus nos oferece. A época que estamos a viver pode ser chamada, em certos aspectos, a época dos leigos. Sabei, por conseguinte, abrir-vos ao contributo dos leigos.
Nesta mútua colaboração entre os Religiosos e os Leigos é fundamental que nos empenhemos em prol das famílias. O Papa Bento XVI, na oração do Ângelus no dia da Festa da Sagrada Família de 2007 nos presentou com preciosas orientações e finalizou pedindo: “dirijamo-nos agora à Virgem Santa, rezando pelo bem da família e por todas as famílias do mundo”. Ouçamos o Papa Bento XVI: [3]
Ao contemplar o mistério do Filho de Deus que veio ao mundo circundado pelo afeto de Maria e de José, convido as famílias cristãs a experimentar a presença amorosa do Senhor nas suas vidas. De igual modo, estimulo-as a fim de que, inspirando-se no amor de Cristo pelos homens, deem testemunho diante do mundo da beleza do amor humano, do matrimônio e da família.
Ela, fundada na união indissolúvel de um homem com uma mulher, constitui o âmbito privilegiado no qual a vida humana é acolhida e protegida, desde a sua concepção até ao seu fim natural. Por isso, os pais têm o direito e a obrigação fundamental de educar os seus filhos, na fé e nos valores que dignificam a existência humana. Vale a pena empenhar-se pela família e pelo matrimônio porque vale a pena comprometer-se pelo ser humano, o ser mais precioso criado por Deus.
Dirijo-me de modo especial às crianças, para que sintam carinho e rezem pelos seus pais e irmãos; aos jovens, a fim de que, estimulados pelo amor dos seus pais, sigam com generosidade a sua vocação matrimonial, sacerdotal ou religiosa; aos idosos e aos enfermos, para que encontrem a ajuda e a compreensão necessárias.
E vós, queridos esposos, contai sempre com a graça de Deus, para que o vosso amor seja cada vez mais fecundo e fiel. Nas mãos de Maria, “que com o seu “sim” abriu a porta do nosso mundo a Deus” (Enc. Spe Salvi) confio os frutos desta celebração. Muito obrigado e Boas Festas.
Dirijamo-nos agora à Virgem Santa, rezando pelo bem da família e por todas as famílias do mundo.
Em novembro de 1981 o Papa São João Paulo II nos presenteava com a Exortação Apostólica Familiaris Consortio e ao concluir o documento o Papa nos lembrava que o futuro da humanidade passa pela família. Nesta mesma Exortação Apostólica nos ensinou a rezar “para que a Virgem Maria, Mãe da Igreja, seja também a Mãe da «Igreja doméstica» e, graças ao seu auxílio materno, cada família cristã possa tornar-se verdadeiramente uma «pequena Igreja»”. Ouçamos o Papa São João Paulo II: [4]
E agora, ao concluir esta mensagem pastoral, que visa chamar a atenção de todos sobre as pesadas mas fascinantes tarefas da família cristã, desejo invocar a proteção da Família de Nazaré.
Por misterioso desígnio de Deus, nela viveu o Filho de Deus escondido por muitos anos: é, pois, protótipo e exemplo de todas as famílias cristãs. E aquela Família, única no mundo, que passou uma existência anônima e silenciosa numa pequena localidade da Palestina; que foi provada pela pobreza, pela perseguição, pelo exílio; que glorificou a Deus de modo incomparavelmente alto e puro, não deixará de ajudar as famílias cristãs, ou melhor, todas as famílias do mundo, na fidelidade aos deveres quotidianos, no suportar as ânsias e as tribulações da vida, na generosa abertura às necessidades dos outros, no feliz cumprimento do plano de Deus a seu respeito.
Que São José, «homem justo», trabalhador incansável, guarda integérrimo dos penhores que lhe foram confiados, as guarde, proteja e ilumine.
Que a Virgem Maria, Mãe da Igreja, seja também a Mãe da «Igreja doméstica» e, graças ao seu auxílio materno, cada família cristã possa tornar-se verdadeiramente uma «pequena Igreja», na qual se manifeste e reviva o mistério da Igreja de Cristo. Seja Ela, a Escrava do Senhor, o exemplo de acolhimento humilde e generoso da vontade de Deus; seja Ela, Mãe das Dores aos pés da Cruz, a confortar e a enxugar as lágrimas dos que sofrem pelas dificuldades das suas famílias.
E Cristo Senhor, Rei do Universo, Rei das famílias, como em Caná, esteja presente em cada lar cristão a conceder-lhe luz, felicidade, serenidade, fortaleza.
No dia solene dedicado à sua Realeza, peço que cada família Lhe ofereça um contributo próprio, original para a vinda no mundo do seu Reino, «Reino de verdade e de vida, de santidade e de graça, de justiça, de amor e de paz», para o qual se encaminha a história.
A Ele, a Maria e a José confio cada família. Nas suas mãos e no seu coração ponho esta Exortação: sejam Eles a transmiti-la a vós, veneráveis Irmãos e diletos filhos, e a abrir os vossos corações à luz que o Evangelho irradia sobre cada família. A todos e a cada um, assegurando a minha constante prece, concedo de coração a Bênção Apostólica em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
4 Reflexão e Partilha
Partilhar sobre as palavras do Papa São João Paulo II e do Papa Bento XVI contidas nesta edição de Semente de Espiritualidade Josefina.
5 Compromisso do Mês
Participar bem da Novena de São José neste ano tão especial.
6 Oração Final
[1] São José Marello. De seus escritos.
[2] São João Paulo II. Papa. Discurso aos participantes no Capítulo Geral dos Oblatos de São José, 17/02/2000.
[3] Papa Bento XVI. Angelus. Festa da Sagrada Família. 30/12/2007.
[4] Exortação Apostólica Familiaris Consortio. Papa São João Paulo II. 22/11/1981.
