
1 Acolhida
2 Oração Inicial
3 Tema do Mês
Como os Santos Esposos, acolher os projetos de Deus
“Tu, ó José, indica-nos o caminho, sustenta-nos a cada passo, conduze-nos para onde a Divina Providência quer que cheguemos. Quer seja comprido ou curto, quer seja bom ou mau o caminho, quer se enxergue ou não a meta com a vista humana, depressa ou devagar, contigo, ó José, estamos certos de que caminharemos sempre bem”. [1] (São José Marello)
O Papa São João Paulo, quando escreveu a Exortação Apostólica Redemptoris Custos, manifestou o seu sincero desejo de ajudar o povo cristão a crescer na devoção a São José; crescer no amor a Jesus, a quem ele serviu de maneira exemplar; invocar confiantemente o seu patrocínio e colocar-se, sob sua proteção, ao serviço dos interesses de Jesus. Ouçamos São João Paulo II:
É para mim uma alegria cumprir este dever pastoral (escrever a Redemptoris Custos), no intuito de que cresça em todos a devoção ao Patrono da Igreja universal e o amor ao Redentor, que ele serviu de maneira exemplar. Desta forma, todo o povo cristão não só recorrerá a São José com maior fervor e invocará confiadamente o seu patrocínio, mas também terá sempre diante dos olhos o seu modo humilde e amadurecido de servir e de “participar” na economia da salvação. (Redemptoris Custos, 1)
Em sua mensagem para o 58º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, em 25/04/2021, o Papa Francisco apresentou São José como exemplo de acolhimento dos projetos de Deus e manifestou seu desejo de que ele, São José, “ajude a todos, sobretudo aos jovens em discernimento, a realizar os sonhos que Deus tem para cada um; inspire a corajosa intrepidez de dizer «sim» ao Senhor, que sempre surpreende e nunca desilude!”. Ouçamos o Papa Francisco: [2]
Na realidade, os sonhos introduziram José em aventuras que nunca teria imaginado. O primeiro perturbou o seu noivado, mas tornou-o pai do Messias; o segundo fê-lo fugir para o Egito, mas salvou a vida da sua família. Depois do terceiro, que ordenava o regresso à pátria, vem o quarto que o levou a mudar os planos, fazendo-o seguir para Nazaré, onde precisamente Jesus havia de começar o anúncio do Reino de Deus. Por conseguinte, em todos estes transtornos, revelou-se vitoriosa a coragem de seguir a vontade de Deus.
Assim acontece na vocação: a chamada divina impele sempre a sair, a dar-se, a ir mais além. Não há fé sem risco. Só abandonando-se confiadamente à graça, deixando de lado os próprios programas e comodidades, é que se diz verdadeiramente «sim» a Deus. E cada «sim» produz fruto, porque adere a um desígnio maior, do qual entrevemos apenas alguns detalhes, mas que o Artista divino conhece e desenvolve para fazer de cada vida uma obra-prima.
Neste sentido, São José constitui um ícone exemplar do acolhimento dos projetos de Deus. Trata-se, porém, de um acolhimento ativo, nunca de abdicação nem capitulação; ele «não é um homem resignado passivamente. O seu protagonismo é corajoso e forte» (Carta Apostólica Patris corde, 4). Que ele ajude a todos, sobretudo aos jovens em discernimento, a realizar os sonhos que Deus tem para cada um; inspire a corajosa intrepidez de dizer «sim» ao Senhor, que sempre surpreende e nunca desilude!
São José Marello, bispo e fundador, nosso amado Pai, também nos exortou diversas vezes a confiar a São José nosso apostolado, crendo que ele estaria sempre conosco em nossa jornada. Ouçamos: [3]
“Tu, ó José, indica-nos o caminho, sustenta-nos a cada passo, conduze-nos para onde a Divina Providência quer que cheguemos. Quer seja comprido ou curto, quer seja bom ou mau o caminho, quer se enxergue ou não a meta com a vista humana, depressa ou devagar, contigo, ó José, estamos certos de que caminharemos sempre bem”. (São José Marello. Carta 237).
Confiemo-nos ao glorioso São José, guia e mestre da vida espiritual, modelo inalcançável de vida interior e escondida. (São José Marello. Escritos 226 – 227).
Tu, ó José, que depois da Bendita Virgem, foste o primeiro a estreitar ao peito Jesus Redentor, sê o nosso modelo em nosso ministério que, como o teu, é um ministério de relação íntima com o Verbo Divino. (São José Marello. Carta 37)
É preciso procurar em São José as próprias inspirações, ele que foi na terra o primeiro a cuidar dos interesses de Jesus; tratou dele quando criança, protegeu-o menino, fez-lhe papel de pai nos primeiros trinta anos de sua vida na terra. (São José Marello. Carta 83)
São José não desejava nada, não queria nada a não ser agradar a Deus; por isso vivia sempre inalterável, mesmo nas contrariedades. Espelhemo-nos nesse sublime modelo e aprendamos a nos manter calmos e serenos em todas as circunstâncias da vida. (São José Marello. Escritos 228).
Rezemos! Hoje em dia a oração tornou-se o maior e mais poderoso apostolado. (São José Marello. Carta 25).
4 Reflexão e Partilha
Partilhar sobre as palavras do Papa São João Paulo II, do Papa Francisco e de São José Marello contidas nesta Semente de Espiritualidade Josefina.
5 Compromisso do Mês
Procurar conhecer as iniciativas existentes em sua comunidade que motivam para a oração pelas vocações e para o empenho em prol da promoção vocacional.
6 Oração Final
[1] São José Marello, Bispo e Fundador. De seus escritos.
[2] São José: o sonho da vocação”. Mensagem do Papa Francisco para o 58º Dia Mundial de Oração pelas Vocações. 25 de abril de 2021.
[3] São José Marello, Bispo e Fundador.
