1 Acolhida
2 Oração Inicial
3 Tema do Mês
É preciso contemplar o exemplo de Nazaré.
“Eis como nasceu Jesus Cristo: Maria, sua mãe, estava desposada com José. Antes de coabitarem, aconteceu que ela concebeu por virtude do Espírito Santo. José, seu esposo, que era homem de bem, não querendo difamá-la, resolveu rejeitá-la secretamente. Enquanto assim pensava, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo de seus pecados. Tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que o Senhor falou pelo profeta: “Eis que a Virgem conceberá e dará à luz um filho, que se chamará Emanuel, que significa: Deus conosco”. Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa. E, sem que ele a tivesse conhecido, ela deu à luz o seu filho, que recebeu o nome de Jesus“. (Mateus 1,18-25).
Vimos na Semente Josefina anterior que José e Maria não foram apenas testemunhas da Encarnação e da Redenção: foram também protagonistas. Os Santos Esposos desempenharam a importante missão de acolher, proteger e preparar Jesus para sua missão. Vimos também que esta preparação de Jesus ocorreu no ambiente da Sagrada Família de Nazaré: “O crescimento de Jesus “em sabedoria, em estatura e em graça” (Lc 2,52), deu-se no âmbito da Sagrada Família, sob o olhar de São José, que tinha a alta função de o “criar”; ou seja, de alimentar, vestir e instruir Jesus na Lei e num ofício, em conformidade com os deveres estabelecidos para o pai”. (Redemptoris Custos, 16).
O Padre Miguel Píscopo, Oblato de São José, nos lembra que a permanência de Jesus no lar da Sagrada Família de Nazaré ocorreu não por uma necessidade, mas por uma opção de Jesus. Lembra-nos, ainda, que a opção de Jesus em fazer parte e permanecer na Sagrada Família, é um sinal claro da irrevogável opção de Deus pela família e que a Família de Nazaré foi, e continua sendo, um protótipo, um exemplo a ser seguido. Ouçamos:
“Ao vir ao mundo, Jesus quis viver a experiência de família, porque o amor de um homem e de uma mulher, o afeto e a educação que ambos comunicam aos filhos sempre foi, desde o início, o sonho de Deus. Sim, a família (pai, mãe, filhos) é um dos sonhos mais bonitos que Deus jamais fez. É um patrimônio que Ele transmite aos homens de geração em geração.
Este sonho, porém, em muitas situações não se realiza ou se rompe. Um dos principais problemas de nossa época é a crise das famílias: separações, divórcios, infidelidades, falta de paz e de diálogo, pouco afeto, educação superficial dos filhos… Tudo isso preocupa porque não é isso que Deus tinha previsto para o homem.
João Paulo II dizia em sua homiliar de 1º. de maio de 1988: “Olhem para a vida de Nazaré, na qual o Menino Jesus se exercitou no trabalho humano sobre a guia vigilante e amorosa de São José, que lhe fazia a vez de pai e de Maria Virgem, a Mãe de Deus, empenhada nas humildes incumbências da vida doméstica. Olhem aquela Santa Família, na qual a Igreja vê o modelo de todas as famílias do mundo, especialmente daquelas mais humildes que ganham no suor e na fadiga o pão de cada dia”.
Hoje as famílias são chamadas a escutar a voz de José, juntamente com a voz de Maria e de Jesus. Para restitui à família o DNA originário dado por Deus é preciso contemplar o exemplo de Nazaré. Cada membro da família pode olhar para a Sagrada Família para aprender como deve se comportar e o que deve fazer para cultivar o verdadeiro amor. Todo marido e pai pode encontrar uma luz em José, um estímulo e uma fonte de inspiração. Dele pode aprender o que significa fidelidade total, castidade heroica, força, coragem, vida de trabalho, respeito e proteção à mulher e aos filhos, envolvimento nos problemas familiares.
O Filho de Deus escolheu viver, por quase trinta anos, em um mísero e insignificante vilarejo em nível social, político e econômico, pouco conhecido e menos ainda estimado: “pode vir algo de bom de Nazaré? ” (Jo 1, 46). Uma casinha pobre e normalíssima, uma pequena carpintaria onde devia suar para ganhar o sustento, foi por muitos anos o habitat de Cristo. (Miguel Píscopo. São José e a Espiritualidade do Trabalho. Outubro de 2011).
É preciso comtemplar o exemplo da Sagrada Família de Nazaré.
Contemplar para aprender como se comportar.
Contemplar para aprender o que fazer para cultivas o amor verdadeiro.
Contemplar para aprender com São José “o que significa fidelidade total, castidade heroica, força, coragem, vida de trabalho, respeito e proteção à mulher e aos filhos, envolvimento nos problemas familiares”.
Contemplar para compreender encontrar luz e força para a imitação, na realidade do nosso dia a dia e nas características de nosso modo de vida: vivendo a vocação específica de cada uma conforme as disposições da Divina Providência. Ouçamos o Papa Bento XVI:
“O exemplo de São José é para todos nós um forte convite a desempenhar com fidelidade, simplicidade e humildade a tarefa que a Providência nos destinou. Penso antes de tudo, nos pais e nas mães de família, e rezo para que saibam sempre apreciar a beleza de uma vida simples e laboriosa, cultivando com solicitude o relacionamento conjugal e cumprindo com entusiasmo a grande e difícil missão educativa. Aos sacerdotes, que exercem a paternidade em relação às comunidades eclesiais, São José obtenha que amem a Igreja com afeto e dedicação total, e ampare as pessoas consagradas na sua jubilosa e fiel observância dos conselhos evangélicos de pobreza, castidade e obediência. Proteja os trabalhadores de todo o mundo, para que contribuam com as suas várias profissões para o progresso de toda a humanidade, e ajude cada cristão a realizar com confiança e com amor a vontade de Deus, cooperando assim para o cumprimento da obra da salvação”. (Papa Bento XVI. 19 de março de 2006. Solenidade de São José).
Contemplar para compreender, pelo exemplo da Sagrada Família, que o que mais importa para construção de um lar harmonioso e motivador não as coisas que fazemos ou os assuntos que conversamos, mas constante presença de Deus entre nós. Ouçamos São José Marello.
“Imensas são as vantagens de que obtém da união com Deus no santo recolhimento. Vejam a Jesus, Maria e José, os três maiores personagens que já viveram nesta terra. Que faziam eles em Nazaré? Nada de grande e extraordinário aparentemente; não realizavam senão ocupações humildes e ordinárias, próprias de uma família trabalhadora. Mas estando eles animados pelo espírito de oração e de união Deus todas as suas ações assumiam um valor e esplendor imenso aos olhos do céu. Não se trata, pois, de fazer ações extraordinárias, senão se fazer em cada coisa a vontade de Deus. Sejam pequenos ou grandes os trabalhos que nos foram confiados, basta que os façamos por obediência à vontade de Deus e conseguiremos por eles grandes méritos”. (São José Marello).
Contemplar para encontrar forças para agir e sabedoria para saber como agir.
4 Reflexão e Partilha
Partilhar sobre as palavras do Papa Bento XVI: “O exemplo de São José é para todos nós um forte convite a desempenhar com fidelidade, simplicidade e humildade a tarefa que a Providência nos destinou. Penso antes de tudo, nos pais e nas mães de família, e rezo para que saibam sempre apreciar a beleza de uma vida simples e laboriosa, cultivando com solicitude o relacionamento conjugal e cumprindo com entusiasmo a grande e difícil missão educativa”.
5 Compromisso do Mês
- Celebrar com dedicação o “mês de São José”, especialmente a Solenidade de São José, Esposo de Maria, e a novena ou tríduo preparatório.
6 Oração Final
