
José fez de sua vida um dom
“São José deixou-se guiar decididamente pelos sonhos. Por quê? Porque o seu coração estava orientado para Deus, estava já predisposto para Ele. Para o seu vigilante «ouvido interior» era suficiente um pequeno sinal para reconhecer a voz divina. O mesmo se passa com a nossa vocação: Deus não gosta de Se revelar de forma espetacular, forçando a nossa liberdade. Transmite-nos os seus projetos com mansidão; não nos ofusca com visões esplendorosas, mas dirige-Se delicadamente à nossa interioridade, entrando no nosso íntimo e falando-nos através dos nossos pensamentos e sentimentos. E assim nos propõe, como fez com São José, metas elevadas e surpreendentes”.[1] (Papa Francisco)
Na edição anterior da Semente de Espiritualidade Josefina[2], vimos que “construir uma grande família humana unida no amor não é uma utopia; é o grande chamado de Deus”, e que “para a realização deste sonho todos somos chamados: Sacerdotes, consagradas e consagrados, fiéis leigos”.
Vimos, também, das preciosas orientações do Papa Francisco para nos ajudar a responder a um importe questionamento: Deus nos chama a “construir uma grande família humana unida no amor”, mas como fazer isso na prática tendo? Relembremos estas duas orientações iniciais:
1) O caminho mais seguro para a realização da vocação cristã nos vem do que o exemplo de José de Nazaré.
2) “São José vem em nossa ajuda” na escuta e na resposta à vocação recebida.
Veremos nesta edição mais uma preciosa orientação do Papa Francisco: por amor, José fez de sua via um dom. Vejamos:
3) “José fez de sua vida um dom” tornando-se um exemplo.
Em sua Mensagem para o 58º Dia Mundial de Oração pelas Vocações[3] o Papa Francisco nos ensina, a partir do exemplo de São José, que “é o amor que dá sentido à vida”, e que, “São José fez de sua vida um dom”. Vejamos o Papa Francisco:
A vida de São José sugere-nos três palavras-chave para a vocação de cada um. A primeira é sonho. Todos sonham realizar-se na vida. E é justo nutrir aspirações grandes, expectativas altas, que objetivos efémeros como o sucesso, a riqueza e a diversão não conseguem satisfazer. Realmente, se pedíssemos às pessoas para traduzirem numa só palavra o sonho da sua vida, não seria difícil imaginar a resposta: «amor». É o amor que dá sentido à vida, porque revela o seu mistério. Pois só se tem a vida que se dá, só se possui de verdade a vida que se doa plenamente. A este propósito, muito nos tem a dizer São José, pois, através dos sonhos que Deus lhe inspirou, fez da sua existência um dom.[4] (Papa Francisco)
Só se tem a vida que se dá, que se doa plenamente. Roguemos a São José que nos ajude a fazer de nossas vidas um dom, uma vida dedicada aos interesses de Jesus mais que aos nossos, e que ele nos acompanhe nesta jornada.
4) José disse sim, prontamente e decididamente, à vocação recebida porque soube cultivar um vigilante «ouvido interior», fruto de um “coração orientado para Deus”.
Também na Mensagem para o 58º Dia Mundial de Oração pelas Vocação oPapa Francisco nos ensina que Deus transmite-nos seus projetos com mansidão dirigindo-se “delicadamente” à nossa interioridade e nos propõe, como fez com São José, metas elevadas e surpreendentes. Ouçamos o Papa Francisco:
Os Evangelhos falam de quatro sonhos (cf. Mt 1, 20; 2, 13.19.22). Apesar de serem chamadas divinas, não eram fáceis de acolher. Depois de cada um dos sonhos, José teve de alterar os seus planos e entrar em jogo para executar os misteriosos projetos de Deus, sacrificando os próprios. Confiou plenamente. Podemos perguntar-nos: «Que era um sonho noturno, para o seguir com tanta confiança?» Por mais atenção que se lhe pudesse prestar na antiguidade, valia sempre muito pouco quando comparado com a realidade concreta da vida. Todavia São José deixou-se guiar decididamente pelos sonhos. Por quê? Porque o seu coração estava orientado para Deus, estava já predisposto para Ele. Para o seu vigilante «ouvido interior» era suficiente um pequeno sinal para reconhecer a voz divina. O mesmo se passa com a nossa vocação: Deus não gosta de Se revelar de forma espetacular, forçando a nossa liberdade. Transmite-nos os seus projetos com mansidão; não nos ofusca com visões esplendorosas, mas dirige-Se delicadamente à nossa interioridade, entrando no nosso íntimo e falando-nos através dos nossos pensamentos e sentimentos. E assim nos propõe, como fez com São José, metas elevadas e surpreendentes. [5] (Papa Francisco)
Roguemos a São José que nos ajude a alterar os nossos planos se preciso for, a “entrar em jogo”, como diz o Papa Francisco, e executar os misteriosos projetos de Deus para nossas vidas, sacrificando os nossos próprios projetos se necessário. Deus merece nossa plena confiança.
4 Reflexão e Partilha
Partilhar sobre as os ensinamentos do Papa Francisco contidos nesta Semente de Espiritualidade Josefina.
5 Compromisso do Mês
Interagir com a sua Comunidade e participar ativamente nas preparações do Mês de São José que celebraremos em março.
6 Oração Final
[1] São José: o sonho da vocação”. Mensagem do Papa Francisco para o 58º Dia Mundial de Oração pelas Vocações. 25 de abril de 2021.
[2] “O caminho mais seguro para a realização da vocação cristã”. Semente de Espiritualidade Josefina. Janeiro de 2023.
[3] “São José: o sonho da vocação”. Mensagem do Papa Francisco para o 58º Dia Mundial de Oração pelas Vocações. 25 de abril de 2021.
[4] “São José: o sonho da vocação”. Mensagem do Papa Francisco para o 58º Dia Mundial de Oração pelas Vocações. 25 de abril de 2021.
[5] “São José: o sonho da vocação”. Mensagem do Papa Francisco para o 58º Dia Mundial de Oração pelas Vocações. 25 de abril de 2021.
