Confiemo-nos à proteção de São José (Semente de Espiritualidade Josefina. Julho/2026)

1 Acolhida

2 Oração Inicial

3 Tema do Mês

Confiemo-nos à proteção de São José 

Confiemo-nos a São José, guia e mestre da vida espiritual, modelo de vida escondida. Ele também se encontrou nas mesmas nossas circunstâncias na sua vida familiar, sempre voltado para o trabalho e o sustento da Família… Imitemo-lo, na prática daquelas virtudes escondidas e comuns, que são muito queridas por Deus. E, junto com São José, não nos esqueçamos de confiar também em Maria Santíssima, sua digna esposa; eles formaram juntos um só coração, animados pelo mesmo espírito que era o espírito de Jesus“.  [1] (São José Marello)

Iniciamos nesta edição da Semente de Espiritualidade Josefino Marelliana a meditar a partir das Meditações Marellianas[2] propostas pelo Padre Mário Guinzoni, Oblato de São José, no livro que publicou com este título em março de 2026 por ocasião do Ano Marelliano.

São José Marello indica três qualidades de São José que são motivos para termos plena confiança nele: guia, mestre e modelo. Ouçamos São José Marello:

Confiemo-nos a São José, guia e mestre da vida espiritual, modelo de vida escondida. Ele também se encontrou nas mesmas nossas circunstâncias na sua vida familiar, sempre voltado para o trabalho e o sustento da Família… Imitemo-lo, na prática daquelas virtudes escondidas e comuns, que são muito queridas por Deus. E, junto com São José, não nos esqueçamos de confiar também em Maria Santíssima, sua digna esposa; eles formaram juntos um só coração, animados pelo mesmo espírito que era o espírito de Jesus”. [3] (São José Marello)

Padre Mário Guinzoni nos convida, também, a olhar para a “vida familiar humilde e escondida de José, feita de trabalho, de convivência comum. É ali que José exerceu também as virtudes comuns, simples, que são apreciadas por Deus”. Nos motiva, também, a ter igual confiança em Maria. Ouçamos o Padre Mário Guinzoni: [4]

“Olhando para este texto, como um todo, encontramos a vida familiar humilde e escondida de José, feita de trabalho, de convivência comum. É ali que José exerceu também as virtudes comuns, simples, que são apreciadas por Deus. E estas estão ao alcance de todos! E o Fundador não se esquece de pedir a confiança também, não só para com José, mas também para com Maria, que ele chama de “sua digna esposa.” Um detalhe: normalmente nós dizemos “José, digno esposo de Maria”, mas o Fundador faz, neste texto, o contrário e põe o ‘holofote’ em José. Na verdade, não chega nem a causar muita surpresa, pois o Marello, nos seus escritos, ora acentua Maria, ora São José; para ele, a Sagrada Família era uma realidade única de vida, de amor, de santidade, como percebemos neste texto que termina com esta expressão belíssima: “eles formaram juntos um só coração, animados pelo mesmo espírito que era o espírito de Jesus.”

Confiemo-nos a São José…

Padre Mário Guinzoni nos ensina, também, que “no caminho da fé, o maior segredo espiritual é aprender a confiar em Deus e nos seus amigos, os santos”. Aponta para os exemplos de José e Maria e cita diversas ocasiões da vida deles em que, confiando em Deus obtiveram muitos frutos. Ouçamos o Padre Mário Guinzoni: [5]

“No caminho da fé, o maior segredo espiritual é aprender a confiar em Deus e nos seus amigos, os santos. José e Maria confiaram, como vimos, em Deus e acreditaram no ‘impossível’ a vida toda: o impossível de uma maternidade virginal, de um matrimônio virginal, de uma escolha de Deus por eles, um casal simples e pobre de uma região abandonada do império romano…Não tinham aos olhos do mundo valor nenhum!

José confiou, acreditou, disse sim a Deus (lembremos os sonhos) e se entregou, aceitou um projeto fora de seu ‘programa’ de vida, que revolucionou a caminhada normal de um judeu como ele de seu tempo, e revolucionou…o mundo. Confiou em Maria, mas… espere…. Vejamos como!

José ficou noivo de uma menina maravilhosa e os dois estavam se preparando para convivência do casamento quando… ela aparece grávida! Nós, hoje, conhecemos o texto de Mt 1,18-24, vimos vários filmes de Natal… temos as verdades de fé bem definidas…. Mas ele, José, não sabia mesmo que Maria era ‘Nossa Senhora,’ e nem Maria circulava com uma aureola na cabeça…! Sim, José aceitava que foi visitada pelo Espírito Santo, afinal, conhecia Maria desde criança, naquela aldeia perdida e sem valor de Nazaré, que no seu tempo devia ter uma centena de famílias… e olha lá! Mas… Eis que daí ele se sente indigno de estar perto da Mãe de Deus, e quer se afastar dela em silêncio. Mas Deus intervém, e ele aceita Maria nesta sua gravidez, sua pureza e virgindade, aceita um casamento – verdadeiro casamento -, mas não nos moldes normais de um homem e uma mulher. José confia, entrega-se plenamente!

Assim, o casamento de São José se tornou o ápice de sua santidade, pois foi pelo casamento que podemos e poderemos sempre chamar José de Pai de Jesus… De fato, ele o acolheu, guardou e criou, junto com Maria, em ‘sabedoria e graça diante de Deus e dos homens.’ (Lc 2,52). Deixou Maria ser Maria! Não foi machista, mas fiel cumpridor da missão de esposo até o fim e, como se expressa a Redemptoris Custos, colocou ‘imediatamente à disposição dos desígnios divinos a própria liberdade, a sua legítima vocação humana e a felicidade conjugal, aceitando a condição, a responsabilidade e o peso da família e renunciando, por um incomparável amor virgíneo, ao natural amor conjugal que constitui e alimenta a mesma família.’

José confiou em Jesus, e entregou a Ele a sua vida, o suor, as longas caminhadas inseguras, as dúvidas, as alegrias, a luta no trabalho, a missão de ensinar a orar, a participar na sinagoga, a aprender a ser homem… Não tomou o lugar do PAI, mas foi pai, sempre servindo, sempre pronto, no silêncio e no amor.

Por isso, nós precisamos aprender como ‘confiar-nos à proteção de São José’, ou melhor, ‘como’ São José confiou e se confiou a Deus!

4 Reflexão e Partilha

Partilhar sobre as palavras do Papa São José Marello e do Padre Mário Guinzoni, OSJ, contidas nesta edição da Semente de Espiritualidade Josefino Marelliana.

5 Compromisso do Mês

Procurar conhecer as iniciativas existentes em sua comunidade que motivam para a oração pelas vocações e para o empenho em prol da promoção vocacional.

6 Oração Final


[1] São José Marello, Bispo e Fundador. Dos seus Ensinamentos.

[2] Padre Mario Guinzoni, Oblato de São José. Livro Meditações Marellianas, edição de março de 2026.

[3] São José Marello, Bispo e Fundador. Dos seus Ensinamentos.

[4] Padre Mario Guinzoni, Oblato de São José. Livro Meditações Marellianas (2026), página 97.

[5] Padre Mario Guinzoni, Oblato de São José. Livro Meditações Marellianas (2026), página 100.

[1] São José Marello, Bispo e Fundador.dor. Carta 35.

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