São José no pensamento e no coração de São José Marello (parte 2) (Semente de Espiritualidade Josefina. Junho/2026)

1 Acolhida

2 Oração Inicial

3 Tema do Mês

São José no pensamento e no coração de São José Marello (parte 2) 

A quem desejar seguir de perto o divino Mestre com a obser­vância dos Conselhos Evangélicos, está aberta a Ca­sa de São José, na qual, retirando-se com o propósito de permanecer escondido e silenciosamente operoso, na imitação deste grande Modelo de vida pobre e obscura, terá condições de tornar-se um verdadeiro discípulo de Jesus Cristo”.  [1] (São José Marello)

Continuamos nesta edição da Semente de Espiritualidade Josefino Marelliana as reflexões do Pe. Mário Pasetti apresentadas em 19 de março de 1988, Solenidade São José, conforme registradas pelo Padre José Antônio Bertolin, OSJ.

Passam apenas dois anos da celebração do Concílio e vemos o Marello tornar-se promotor principal da fundação de uma Companhia de São José, promotora dos interesses de Jesus. O esboço desta Companhia está numa carta ao Cônego João Cerruti do dia 25 de outubro de 1862 (Carta 76). Releiamos ao menos em parte, aquele texto tendo também presente que o escritor estava apenas nos seus 28 anos de idade. 

“Essa (a Companhia) tem uma espécie de direito nato para residir na casa e oficiar na Igreja de Jesus. Nenhum vínculo especial entre os companheiros de São José, apenas o vínculo espiritual da caridade. Cada um toma as próprias inspirações de seu modelo São José, que foi na terra o primeiro a cuidar dos interesses de Jesus; ele no-lo guardou criança, protegeu o menino, fez-lhe o papel de pai nos primeiros trinta anos de sua vida na terra… todos podem fazer parte da Companhia: bastando para isso unir o propósito secreto de ter com essa a comunhão dos interesses.

Quem se dispõe a participar da Companhia deve porém fazer diante do Senhor a sincera promessa de empenhar-se na medida de suas forças na promoção dos interesses de Jesus… (…) Não existe lugar nem tempo em que não se possa fazer qualquer coisa. Cada palavra, cada passo, cada desejo… pode ser a matéria bruta dos interesses de Jesus. Em uma espantosa variedade de maneiras o Reino de Deus é demolido; procuremos fazer em todos os lugares o nosso trabalho de restauração com a ajuda do Céu”. (Carta 76)

Segue outras indicações de comportamento (simplicidade, caridade, obediência), e esta oração:  “Sancte Joseph Custus Jesus et Ptotectot noster accipe nos comites tuos in ministeriis quae in terris persolvege meruisti: Oh! São José, Guarda de Jesus e nosso Protetor acolhe-nos como teus companheiros nos ministérios que merecestes realizar na terra”.

Não existe ninguém que não veja a densidade e a beleza deste texto e a novidade da proposta que mereceria uma boa e ampla reflexão observemos somente que a exemplaridade de São José volta para propor-se também como modelo de ação para todos. Um santo, portanto José, na visão do Marello, que deu sim a Jesus o coração, mas também a êxtase da oração, as mãos, o suor, e o serviço de toda uma vida. Não vos parece que esteja já aqui, como “in nuce” quase toda doutrina hodierna da Igreja sobre os ministérios.

Mas vamos para frente no tempo. Depois daquele 1872, uma inspiração, já presente na alma do Marello, mas não bem definida, torna-se premente e toma aos poucos contornos distintos na sua mente e bate no seu coração. Duas cartas de 1867 ao Pe. César Rolla (Carta 94 e 95) nos fazem conhecer o quanto de novo e de interessante se maturou ainda nele a respeito de seu caro Santo. Ele vê agora claramente em São José um modelo, aliás o mais perfeito modelo juntamente com Maria, da vida religiosa como seguimento de perto ao Cristo com observância dos conselhos evangélicos; ele sente que o Senhor quer que na Igreja haja quem dedique assim ao seu serviço oferecendo-se totalmente a ele, na imitação de São José. Escreve na Carta 95:

“A quem desejar seguir de perto o divino Mestre com a obser­vância dos Conselhos Evangélicos, está aberta a Ca­sa de São José, na qual, retirando-se com o propósito de permanecer escondido e silenciosamente operoso, na imitação deste grande Modelo de vida pobre e obscura, terá condições de tornar-se um verdadeiro discípulo de Jesus Cristo”.

O Irmão de São José não é um Religioso Professo, mas um simples Oblato, que se oferece continuamen­te a Deus para alcançar a perfeição, desapegado de todo prazer terreno do corpo e do espírito.

Além das reflexões do Pe. Mário Pasetti, podemos fazer um comentário de um trecho não tomado dos escritos de “Breve Memórias” de Pe. João Batista Cortona mas presente no original manuscrito por ele. Diz Pe. Cortona: este era o pensamento que frequentemente o Padre repetia, pois se como na Igreja existia Congregações Religiosas que tinham como finalidade particular a meditação das dores de Maria Santíssima, como os Servos de Maria, além disso de meditar a Paixão de Jesus Cristo, como os Passionistas, assim os Oblatos de São José deviam esforçar-se de imitar, o mais próximo que pudessem a vida escondida de São José. Dizia ele:

“Fortunados aqueles dizia, que compreendem o valor da vida escondida; esses darão certamente glória a Deus, porque uma alma desejosa de vida escondida, ignorada pelo mundo, toda voltada a servir a Deus e a buscar somente Ele, lhe dará certamente a máxima glória. De fato, Jesus Cristo, sabedoria eterna vindo sobre esta terra para glorificar o seu eterno e Divino Pai, passou quase toda a sua vida no escondimento, dando à vida pública somente aquilo que era necessário para prorrogar a sua Doutrina e fundar a Igreja. Em segundo lugar, considerava nossa debilidade e aquele desejo inato que temos de aparecer; a vida escondida é o meio mais seguro para chegar à perfeita retidão de intenção, com divisão indispensável para operar com mérito. A humildade atrai a benção de Deus sobre nós e sobre as nossas obras, é aquela que edifica o nosso próximo já que a modéstia agrada a todos, também aos maus”.

Assim Pe. Cortona, depois de ter acenado a outras considerações do Fundador, concluiu:

“Oh! Como se comovia aquela grande alma tão devota de São José falando da vida do Santo! E se como procurava de fazer penetrar nos nossos corações aquele amor a São José do qual era tão acesso!”

4 Reflexão e Partilha

Partilhar sobre as palavras do Padre Mário Pasetti e do Padre João Batista Cortona contidas nesta Semente de Espiritualidade Josefina.

5 Compromisso do Mês

Procurar conhecer as Províncias, Delegações, Missões da Família Josefino Marelliana em todo o mundo. E rezar por elas.

6 Oração Final


[1] São José Marello, Bispo e Fundador.dor. Carta 35.

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